por paulo eneas
Quando um conservador coloca-se contra uma greve como instrumento de ação política, como foi inequivocamente o caso desse movimento de greve e locaute associado a sabotagem da economia nacional ocorrido nos últimos dias no Brasil, isso não significa a adoção de uma posição doutrinária. 

Significa inicialmente adotar uma conduta pautada por uma baliza moral, sem a qual não se pode falar em conservadorismo: não faz sentido apoiar um instrumento de ação política que coloca inevitavelmente em risco a segurança e a vida de pessoas que não têm os meios para interferir nos rumos desse movimento político.

Para além dos óbices morais, colocar-se contra greves como meio de ação política corresponde ao entendimento, ao nosso ver elementar e obrigatório, de que determinados instrumentos de guerra política produzem efeitos políticos, econômicos e sociais que interessam unicamente à esquerdas e aos revolucionários em geral. 

E de novo aqui não se trata de um posicionamento ideológico, mas sim de observar a experiência histórica vivida: os mais de dois séculos de movimento revolucionário comunista mostram que ações dessa natureza atendem unicamente aos interesses da esquerda, e traduzem-se em prejuízos generalizados para a sociedade.

Um movimento político com interesses estratégicos contrários ao país
O movimento grevista e de locaute e sabotagem da economia nacional ocorrido nos últimos dias não foi um movimento que nasceu com legitimidade em seus métodos, e que supostamente teria sido infiltrado a posteriori pela esquerda. Muito menos tratou-se de um movimento de massas espontâneo, coisa aliás inexistente, na escala observada, no mundo real da luta política.

O que assistimos esses dias foi um movimento concebido e planejado para fins políticos, destinado a criar um vácuo de poder no plano federal que resultasse, entre outros objetivos mas principalmente, na inviabilização da ascensão da direita ao poder político central a partir do próximo ano. Tratou-se de um movimento que visava o estrangulamento da economia nacional, mirando na tomada de assalto à Petrobras para atender grupos de interesses locais e geopolíticos contrários aos interesses do pais.

O movimento foi em parte bem-sucedido: colocou o governo e a estatal petrolífera de joelhos, forçando a troca do presidente da empresa e o retrocesso ao período da era petista na sua política de controle de preços e subsídios, o que explica a perda acentuada de valor da companhia registrada nos últimos dias. Foi também bem-sucedido ao obrigar o governo a adotar a reserva de mercado em favor dos setores que praticaram o locaute ou estimularam indiretamente o movimento.

Os outros objetivos estratégicos do movimento, para o qual as reivindicações legítimas dos caminhoneiros autônomos serviram apenas de pretexto e de fachada, dependiam do prolongamento da greve e do locaute, produzindo o desabastecimento generalizado e instalando a crise de poder no país. Esses outros objetivos foram felizmente frustrados pela ação inteligente da Forças Armadas Brasileiras, que mais uma vez agiram em defesa dos interesses nacionais.

Nota:
Nesse fim de semana traremos artigos já em andamento aprofundamento alguns dos tópicos aqui tratados. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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