por paulo eneas
É emblemático que depois de oito anos de governo tucano e quinze anos de governos petistas, incluindo seu atual sucedâneo, as pessoas, incluindo os esquerdistas, descubram que a carga tributária no Brasil é enorme, e ela é mesmo, e que é preciso ir para as ruas derrubar o governo por causa disso. 
Mais emblemático ainda que essa descoberta aconteça no momento em que faltam cerca de quatro meses para as eleições, nas quais a esquerda será flagrantemente derrotada e a direita sairá vitoriosa.

É emblemático também que as pessoas não percebam que o governo de Michel Temer é um cachorro morto, que carece de legitimidade e de força política e de respaldo junto à opinião pública para empreender qualquer mudança estrutural mais significativa no país, e que sua única serventia hoje é impedir que nação vá para o cadafalso de vez antes que a direita assuma o poder e comece gradativamente a restabelecer os rumos nacionais. 

É emblemático que as pessoas ignorem o fato, por si só óbvio e evidente, de que as forças políticas que querem hoje a derrubada do governo por meio de um imaginário push popular são as mesmas forças políticas que há décadas ajudaram a construir um Estado agigantado e corrupto que sequestra via tributos quase a metade da riqueza nacional.

Por fim, é emblemático que a direita não tenha percebido ainda que é ela, a direita, quem tem que ser a protagonista das mudanças que o país precisa, e que para isso ela própria precisa estabelecer sua agenda e sua estratégia e seus métodos de ação, que não podem em hipótese alguma ser confundidos com os métodos revolucionários das esquerdas.

A direita precisa compreender também que o eixo de sua estratégia não pode ser o de derrubada revolucionária do poder, por conta dos riscos que esse opção coloca e dos óbices morais daí decorrentes. Ela precisa entender que o eixo de sua estratégia tem que ser a tomada do poder político pela via institucional, para que o novo poder assim constituído não possa ser acusado de ilegitimidade, inclusive no cenário internacional.

A direita precisa saber também que ela pode contar com as Forças Armadas para levar adiante essa estratégia, e que a presença de dezenas de militares concorrendo às eleições desse ano, a começar pelo capitão Jair Bolsonaro que será eleito presidente, são a clara indicação de que esse é o caminho correto a ser seguido. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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