por paulo eneas
Existe um questionamento sobre nosso processo eleitoral devido ao temor de fraude nas urnas eletrônicas. É inegável que ocorreram fraudes nas eleições brasileiras em anos anteriores, e que estas fraudes foram o estopim para o rompimento do Pacto de Princeton entre os socialistas-comunistas abrigados sob o petismo de um lado, e do outro lado os socialdemocratas e socialistas de luva de pelica abrigados sob o tucanato.

É igualmente inegável que as fraudes eleitorais em anos anteriores ocorreram por que havia condições para isso: em primeiro lugar havia um meio para fraudar, que é a própria votação eletrônica em si; e em segundo lugar havia um agente político capaz de impor a fraude em seu favor, ou seja, os petistas que ocupavam a chefia do executivo e detinham todos os meios para impor essa fraude, como de fato a impuseram nas últimas eleições presidenciais.

Muitas perguntas que podem ser feitas
Nas eleições desse ano, uma das condições para a fraude ainda está dada: o processo de votação eletrônica, e sua já demonstrada e comprovada vulnerabilidade. Resta agora saber quem ou quais são os agentes políticos capazes, hoje, de impor a fraude. Que meios esses supostos agentes possuem para fraudar e em favor de quem?

Dizer que é o próprio judiciário sabidamente aparelhado pela esquerda é temerário, uma vez que esse judiciário não foi capaz de salvar nem mesmo a pele do petismo: praticamente todo o politburo petista foi parar na cadeia. Se o petismo não teve meios para salvar seus próprios chefes, a começar pelo seu candidato natural à presidência, que meios misteriosos teriam eles para impor uma fraude em nível nacional, e em favor de quem? De Ciro Gomes, de Guilherme Boulos, de Marina Silva?

Se os comunistas estivessem tão seguros de poder realizar a fraude sabe-se lá a favor de quem, porque toda a estratégia recente da esquerda tem sido a de criar uma crise institucional para inviabilizar as eleições desse ano? Seja para promover uma ruptura do regime, por via institucional com a adoção do parlamentarismo de ocasião e casuístico ou por meio da ruptura pela força através de uma, eventualmente necessária, intervenção militar para restabelecer a ordem e a segurança interna?

Sabe-se que uma das pré-condições para a fraude é a de haver dois nomes em disputa com pequena margem de diferença de intenção de voto para cada um deles. Hoje, que nome da esquerda, ainda que seja da esquerda fabiana, seria capaz de rivalizar nas intenções de voto com o nome de Jair Bolsonaro, candidato da direita? Até o momento sabemos que esse nome não existe, pois o que temos visto até agora são balões de ensaio do establishment político que são lançados com essa intenção, para murcharem logo em seguida. Joaquim Barbosa foi o último desses balões.

Por fim, cabe perguntar também: houvesse por parte da esquerda a convicção e certeza de que poderia realizar a fraude para impedir a ascensão da direita ao poder, porque estariam circulando entre os estrategistas da esquerda os primeiros ensaios de narrativa de que a eleição terá sido um golpe ou uma fraude, e que a vitória da direita irá carecer de legitimidade por conta disso?

Algumas poucas respostas que podem ser dadas
Procuraremos dar respostas a essas perguntas em novos artigos ao longo dos próximos dias. Mas por ora podemos antecipar ao leitor que estas respostas apontam em uma única direção, que é a de exigir por todos os meios que estiveram ao nosso alcance que:

a) O TSE cumpra a lei do voto impresso ou que faça valer sua própria jurisprudência, assegurando a disponibilidade da votação em cédula de papel naquelas urnas em que não for possível por razões práticas e materiais a implantação do mecanismo de impressão.

b) O processo de apuração seja público, acompanhado por representantes de candidatos e de partidos, e que a segurança e supervisão tanto da votação quanto da apuração sejam feitas pelas Forças Armadas Brasileiras.

No nosso ponto de vista, e em linha com as perguntas feitas mais acima, entendemos que essas exigências quanto à lisura e à transparência das eleições não se devem ao temor de uma possível uma fraude contra a direita, considerando que a direita de fato reúne hoje todas as possibilidades de sair vitoriosa do pleito.

Estas exigências devem-se, isso sim, à necessidade de assegurar que não venham a pairar dúvidas quanto à legitimidade de nossa vitória. Trata-se, portanto, de matar no nascedouro a narrativa que a esquerda já vem ensaiando para tentar deslegitimar, inclusive em fóruns internacionais, a vitória que a direita poderá obter em outubro.

Esses elementos servem também para reforçar o nosso entendimento de que não faz sentido algum defender a abstenção ou voto nulo nessas eleições. Muito pelo contrário: mais do que em pleitos anteriores, é imprescindível que haja uma votação em massa nessas eleições, para que a derrota que a esquerda venha a sofrer, e que acreditamos que irá ocorrer, seja absoluta e inequívoca.

Nota:
Os defensores do voto nulo ou da abstenção costumam usar o exemplo da Venezuela para justificar sua posição, fazendo um paralelo artificial e sem fundamento histórico algum entre os processos políticos ocorridos e em andamento no país vizinho e o recente processo político e histórico brasileiro. No artigo denominado Voto Impresso & Venezuela: Uma Comparação Indevida, publicado em abril desse ano, nós demonstramos a falácia desse argumento dos abstencionistas. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

Comente com seu perfil do facebook: