Decisão Sobre Voto Impresso no STF: Argumentos Medíocres de Gilmar Mendes

Na sessão do STF que delibera sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade a respeito da Lei do Voto Impresso, ação essa impetrada pela Procuradora Geral República, Raquel Dodge, o ministro Gilmar Mendes usa de argumentos medíocres e de uma retórica oca para fazer a defesa de um sistema de votação que é condenado pela esmagadora maioria dos brasileiros.

Diferentemente de sua fala habitual, recheada de arroubos retóricos eloquentes, ainda que igualmente vazios de conteúdo significativo, a fala do ministro é entremeada de interjeições e construções desconexas, demonstrando claramente sua falta de argumentos e desconhecimento técnico sobre a matéria em pauta. Esses fatos por si só já seriam suficientes para o ministro declarar-se impedido de votar sobre a matéria: ignorância sobre o assunto.

Gilmar Mendes chegou até mesmo a usar argumento de lavadeira, ao dizer que a demanda por voto impresso, uma exigência de toda a sociedade, é um consolo para os derrotados que não possuem votos. Ele afirmou a estultice de que o sistema votação eletrônica é de confiança dos políticos, quando foram os próprios políticos que, por não confiarem no sistema, votaram por ampla maioria a lei que institui o voto impresso, e que o judiciário recusa-se a aplicar.

Contrastou com a mediocridade de Gilmar Mendes o brilhantismo da fala da Dra. Beatriz Kicis que, ao questionar os argumentos da Procuradora Geral da República, foi direto ao ponto e sem rodeios: não existe essa ilação de que o voto impresso revela o conteúdo do voto. Quem tem acesso é o eleitor, que tem como conferir o que digita na urna.

Sobram argumentos consistentes e lógicos para quem defende a democracia e a transparência do processo eleitoral. Para quem e cúmplice da fraude e de um sistema desacreditado, sobram balbucios e circunlóquios, como os do ministro medíocre. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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