por paulo eneas
O General de Exército Joaquim Silva e Luna foi confirmado hoje pelo presidente da república no cargo de Ministro da Defesa, função que ele vinha exercendo interinamente desde o início do ano, quando o comunista e desarmamentista Raul Jungmann foi deslocado dessa pasta para o Ministério da Segurança Pública, um ministério fantoche criada unicamente para fazer contra-ponto político à pauta de segurança colocada pela direita.

A confirmação do oficial militar no Ministério da Defesa foi noticiada com uma certa surpresa, acompanhada de algumas mentiras, pela Folha de São Paulo num artigo que pode ser visto nesse link aqui.

Para os leitores do Crítica Nacional não há surpresa alguma nessa efetivação, que é meramente pro-forma. Já no início do ano, quando houve remanejamento ministerial com a criação do Ministério da Segurança Pública, nós mostramos no artigo Os Bastidores Da Mudança No Ministério Da Defesa, que a mudança nessa área era permanente. Dizíamos nesse artigo:

O Ministério da Defesa, agora sob o comando do General Joaquim Silva e Luna, seguramente passará por uma reformulação administrativa interna, com a troca de chefias em posições chave, como inteligência e informações e segurança estratégica, que vinham até aqui sendo ocupados por indicações dos civis comunistas e desqualificados que até hoje ocuparam o ministério desde sua criação pelo socialista Fernando Henrique Cardoso.

As polícias militares estaduais, conforme estabelece a Constituição Federal, continuam sendo linhas auxiliares das Forças Armadas e, portanto, para todos os fins práticos que importam, permanecerão sob a esfera do Ministério da Defesa no caso de situações excepcionais, como a Intervenção Federal em andamento agora no Rio de Janeiro.
(publicado em 26/02/2018)

A confirmação do general na pasta da defesa reforça o entendimento que já temos apresentado aqui, e que a própria grande imprensa começa agora a reconhecer, ainda que a contragosto: os militares estão ocupando espaços no governo de Michel Temer. Essa ocupação como elemento garantidor da democracia foi reconhecida até mesmo por um jornalista da Rede Globo e editor do blog O Antagonista, como mostramos no artigo Jornalista Da Globo Admite: Forças Armadas São Garantia Da Democracia, publicado essa semana.

Aproximações sucessivas até as eleições
Essa ocupação insere-se, ao nosso ver, na estratégia de aproximações sucessivas mencionada pelo General Hamilton Mourão, e que pavimentam o caminho para que a direita e as forças antiglobalistas e anticomunistas, capitaneadas pelas Forças Armadas Brasileiras, venham a assumir de fato o poder político no país pela via democrática e sem ruptura institucional.

Esta estratégia de transição do poder pelas vias democráticas e institucionais para o campo da direita capitaneado pelos militares já foi percebida pelos estrategistas e intelectuais da esquerda, razão pela qual a esquerda adota há cerca de dois anos a bandeira do #ForaTemer.

E é justamente por essa razão que nós do Crítica Nacional sempre nos colocamos contra essa bandeira. Pois não se trata de defender o governo Temer, mas sim de recusarmo-nos a abraçar uma bandeira da esquerda que visa justamente tentar quebrar a estratégia de transição institucional que tem sido adotada pela direita capitaneada pelos militares.

A reportagem da Folha de São Paulo sobre a confirmação do general Joaquim Silva e Luna no Ministério da Defesa traz algumas falácias, e uma deles merece ser aqui desmentida. Diz a reportagem:

Desde fevereiro, o general desempenhava a função de maneira interina, já que a intenção do presidente era encontrar um civil para o cargo. Com dificuldades de achar um nome, contudo, ele optou por uma solução caseira.

Nada pode ser mais falso. Se o presidente Michel Temer tinha ou não intenção de nomear um civil isso é discutível e até mesmo irrelevante, da mesma forma que é risível querer acreditar que a permanência do general à frente da pasta deveu-se a uma suposta dificuldade para encontrar um nome. As razões de fato foram aquelas por nós apontadas acima.

Essa ocupação de espaços dentro da estratégia de aproximações sucessivas seguramente estende-se para além das áreas executivas o governo e do aparelho de Estado. Estamos convencidos de que ela irá se fazer presente também no processo eleitoral, na missão de segurança das eleições e também da apuração que foi atribuída às Forças Armadas, nos termos do Decreto 9379 publicado há alguns, e do qual tratamos no artigo Forças Armadas Atuarão Na Votação & Apuração Das Eleições, publicado há pouco mais de uma semana.

Nos próximos dias iremos trazer mais informações seguras e avalizadas a respeito de como as Forças Armadas Brasileiras irão atuar para assegurar a lisura e a transparência do processo eleitoral e, desse modo, mostraremos que não faz sentido algum dar crédito às teses derrotistas que têm pregado a abstenção afirmando que as eleições serão inevitavelmente fraudadas em favor da esquerda. Tese essa que não encontra amparo algum na realidade, como mostraremos. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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