por paulo eneas
Não procede a informação publicada nessa quarta-feira pelo blog O Antagonista de que a seção paulista do PSL, o partido que lançará Jair Bolsonaro à Presidência da República, estaria cogitando expulsar filiados por conta da intensa discussão interna que ocorre na agremiação a respeito da escolha de seu candidato ao Governo de São Paulo.

Segundo apuramos junto à executiva partidária, a direção estadual formou uma comissão para tratar do assunto e ouvir os postulantes, para depois disso tomar uma decisão a respeito. Por lei, os partidos deverão formalizar a escolha de seus candidatos entre os dia 20 de Julho e 5 de Agosto, e deverão fazer o registro formal dessas candidaturas até o dia 15 de Agosto. Portanto, o PSL tem ainda quarenta e cinco dias para tomar essa decisão. 

Governo Paulista: mais de duas décadas de políticas de esquerda
Em nosso entender, O PSL pode aproveitar esse período de debate interno para elaborar a estratégia a ser usada para levar adiante o enorme desafio que vai ser enfrentar as poderosas máquinas partidárias e  eleitorais do PSDB, PSB e PMDB paulistas. São esses partidos, que formam o condomínio de poder que governa o Estado há cerca de duas décadas, e que são os responsáveis pela adoção de políticas públicas de esquerda e pró-globalistas que são hoje rejeitadas pela imensa maioria dos partidos.

Dentre estas políticas estão a implementação de banheiros unissex nas escolas públicas infantis e as restrições normativas e burocráticas ao trabalho da Polícia Militar, que a despeito disso continua sendo a polícia mais eficiente do país.

Da mesma forma, o condomínio de poder que governa o Estado há décadas é o principal responsável pelo surgimento da Cracolândia na capital paulista e pela adoção de diretrizes esquerdistas no trato do problema; diretrizes essas que, por serem esquerdistas, nunca resolveram o problema. É esse mesmo condomínio de poder o responsável por termos um dos piores sistemas de educação pública do País, apesar de sermos o Estado mais rico da federação.

Além disso, é sobre esse condomínio de poder, liderado há anos por tucanos e agora chefiado por um governador do PSB, que pesam acusações de relações promíscuas com líderes do crime organizado, e que ao mesmo tempo mantém relações institucionais com organizações terroristas como MST, além das inúmeras acusações de corrupção envolvendo as bilionárias obras públicas de infraestrutura no Estado, como o metrô e o Rodoanel.

Uma responsabilidade enorme nos ombros do PSL
É contra essa poderosa máquina partidária e eleitoral que o PSL terá que preparar-se para fazer frente durante a campanha para o governo paulista. Esse desafio torna-se ainda maior se considerarmos que o PSL é o único partido brasileiro que hoje desfruta de uma real perspectiva de poder em âmbito nacional, uma vez que todos indicadores apontam para a vitória de Jair Bolsonaro na disputa para a presidência. 

Portanto, cabe ao partido levar em conta essa responsabilidade em nível nacional quando for decidir sobre seu posicionamento na disputa estadual paulista. Mais do que centrar-se em nomes, a discussão precisa centrar-se em estratégias que estejam em linha com o interesse maior que não é apenas do partido, mas de todos os brasileiros: eleger Jair Bolsonaro para a Presidência da República.

E para isso o partido precisa assegurar sua unidade interna para o enfrentamento externo, e conduzir a discussão e o debate entre os distintos proponentes e postulantes à candidatura para o governo paulista com a serenidade e a responsabilidade que o partido tem e terá em nível nacional. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews