por paulo eneas
O ativista Bernardo Küster publicou essa semana mais um de seus excelentes vídeos, abordando dessa vez as diferenças gritantes entre o preparo e a dedicação da esquerda revolucionária para levar adiante seus objetivos, e a falta de preparo e de organização do lado dos ativistas da direita conservadora ou liberal. O vídeo pode ser visto mais abaixo.

As questões apontadas por Bernardo Küster em seu vídeo são sem dúvida pertinentes, e servem de retrato momentâneo da fragilidade organizacional e até mesmo de limitação de compreensão quanto às prioridades estratégicas de guerra política por parte de um segmento expressivo dos ativistas civis da direita brasileira.

No entanto, acreditamos que há algumas questões que precisam ser melhor analisadas, considerando inclusive a realidade da reação conservadora observada no Ocidente nos últimos poucos anos, além de questões de diferenças intrínsecas entre os revolucionários e os conservadores no que diz respeito aos métodos de ação política:

a) Os revolucionário aprenderam ao longo da história a construir aparatos eficientes de guerra política, porque eles têm uma meta muito clara: fazer a revolução para transformar radicalmente o mundo.

b) Os conservadores e liberais de modo geral nunca se preocuparam em criar esse aparato de guerra política, pelo simples fato de que eles não têm a intenção de mudar o mundo, mas querem apenas viver suas vidas.

c) A própria noção de guerra política pode ser considerada uma invenção dos revolucionários, quando trouxeram para a esfera da política, que deveria ser a atividade por excelência no âmbito do espaço público destinada à busca do bem comum, a ideia de transformação radical da sociedade.

d) A esquerda sempre teve quem a financiou para suas finalidades revolucionárias: o comunismo soviético ontem, os globalistas hoje.

e) A direita nunca teve a preocupação em financiar-se para a guerra política na mesma escala que a esquerda, porque a guerra política nunca foi a razão de viver dos conservadores ou liberais.

f) Mesmo contando com financiamentos milionários, uma aparato público e privado extraordinário para guerra política e quadros muito bem treinados, a esquerda vem sendo derrotada no Ocidente nos últimos anos, e será derrotada em definitivo aqui no Brasil esse ano.

As observações acima não se destinam a minimizar as preocupações de Bernardo Küster expostas em seu vídeo. Destinam-se, além de levantar algumas questões de métodos de ação política, a colocar em perspectiva o que a esquerda almeja em contraste com as derrotas objetivas que ela tem sofrido no Ocidente nos últimos anos.

Destinam-se também a dar relevo às vitórias objetivas que a direita tem alcançado no Ocidente em anos recentes, incluindo os avanços graduais que temos tido aqui no Brasil, a despeito das inúmeras limitações organizacionais que a militância civil de direita apresenta em nosso país, e que foram corretamente apontadas no vídeo. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


Comente com seu perfil do facebook: