por paulo eneas
A ação desastrosa empreendida nesse domingo pelos petistas para tentar soltar Lula serviu para demonstrar a fraqueza do petismo. A ação, ilegal em todos os sentidos e levada adiante por Rogério Favreto, um preposto do partido no TRF-4, foi empreendida de modo amadorístico e desastrado. Há evidências de que tenha sido arquitetada com antecedência para fazer com que o entrada do pedido de habeas corpus ocorresse no momento em que o desembargador petista iniciava seu plantão judicial na corte.

O caráter desastroso e amador da ação ficou claro, por exemplo, nos argumentos usados pelo desembargador petista para conceder o habeas corpus: argumentar que a pretensa pré-candidatura eleitoral de um criminoso condenado em segunda instância e cumprindo pena de prisão constitui-se em um fato novo relevante o bastante para justificar a soltura do prisioneiro criminal. Esse argumento é tão pífio que sequer merece ser examinado.

O desembargador petista também passou por cima da lei e da jurisprudência, ao ignorar as regras que regem o plantão judicial e que proíbem que o juiz de plantão venha a reformar decisões do colegiado da corte. A ação irregular do desembargador petista resultou em várias ações contra ele no Conselho Nacional de Justiça, CNJ, que poderá vir a puni-lo com afastamento do cargo e até mesmo a aposentadoria compulsória.

O caráter amador da ação ficou evidenciado também nos relatos segundos os quais o desembargador petista teria gritado ao telefone com o delegado Maurício Valeixo da Polícia Federal, exigindo a soltura do chefe criminoso petista. A Polícia Federal, nesse episódio, mostrou de novo seu profissionalismo, quando recursou-se a cumprir uma decisão judicial que era ilegal e tomada por alguém, o desembargador Rogério Favreto, que não tinha competência para tal.

A conduta de Sérgio Moro, juiz da execução penal, que ordenou à Polícia Federal o não cumprimento da ordem de soltura por ser ilegal, selou o fracasso da ação desastrosa dos petistas. Ao final do dia de ontem, a entrada em cena do presidente do TRF-4, desembargador Carlos Thompson Flores, liquidou de vez a chicana promovida pelos petistas e seu preposto no tribunal: ele anulou o habeas corpus ilegal concedido por Rogério Favreto e remeteu a questão ao relator Gebran Neto, que já havia se pronunciado contra a medida.

O desenrolar e o desfecho da ação petista serviram para demonstrar a fraqueza do petismo nas instituições do judiciário, ao menos no que diz respeito à tentativa de soltura de seu chefe criminoso e condenado. A Associação Nacional de Juízes Federais, por exemplo, emitiu nota condenando a ação ilegal de Rogério Favreto e endossando a postura correta dos demais magistrados envolvidos. Outras entidades do judiciário também manifestaram-se na mesma linha, em especial em apoio ao juiz Sergio Moro.

Uma análise fria dos fatos desse domingo mostra que o petismo já não mais possui agentes atuando em seu favor no judiciário, ao menos na escala necessária para evitar a prisão de seu chefe ou para viabilizar o retorno do petismo ao poder. Exceto por figuras patéticas e medíocres como Rogério Favreto, que muito provavelmente será punido pelo CNJ, e por uma minoria de ministros do STF, o petismo mostrou nesse episódio não ser capaz de vergar o judiciário a ser favor. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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