por paulo eneas
O PSL realizou nesse domingo a convenção partidária que oficializou o nome de Jair Bolsonaro como candidato a Presidente da República. O nome do candidato a vice-presidente não foi decidido na convenção, que optou por estender a discussão interna do partido até a proximidade da data limite estabelecida pela lei eleitoral.

Desde o fim da convenção, os filiados do PSL e apoiadores da candidatura de Jair Bolsonaro têm travado uma intensa e rica discussão sobre os nomes colocados para disputar a vaga de vice, bem como sobre o critério que deve ser adotado para a tomada de decisão a respeito. No que diz respeito aos critérios, gostaríamos de analisar como exemplo o caso da última eleição norte-americana, vencida por Donald Trump.

Poderia-se perguntar na época qual critério Donald Trump usou para escolher Mike Pence para ser seu companheiro de chapa: se foi um critério eleitoral baseado no cálculo de quanto o nome de Mike Pence iria agregar em votos, ou se foi um critério de garantia de segurança e solidez de seu futuro governo. Em nosso entender, prevaleceu a segunda opção, que é a correta.

Se Donald Trump fosse usar um critério de cálculo eleitoral para a escolha de seu vice, ele teria escolhido um nome que o ajudasse a reduzir a sua então suposta rejeição nos segmentos  da população americana formado por mulheres, negros e latinos. 

No entanto, ficou patente que não foi o critério eleitoral que prevaleceu, mas sim o de garantia de solidez e segurança de seu governo: Mike Pence é cem por cento alinhado com a visão de Donald Trump, o que confere ao governo americano a necessária unidade político-institucional expressa nas figuras do presidente e do vice.

Cargo de vice-presidente é institucional e não objeto de cálculo eleitoral
O exemplo de Donald Trump e Mike Pence serve para contrastar com a visão de que a escolha do vice-presidente deve atender a um critério eleitoral. Em nosso entender, essa visão está errada: cargo de vice-presidente é de natureza institucional e o vice-presidente deve ser escolhido para conferir unidade política e programática ao futuro governo.

A vice-presidência não existe para trazer diversidade política ou pluralidade de ideias ao futuro governo. Esses termos, além de serem uma grande bobagem, servem apenas de concessão retórica ao politicamente correto. A vice-presidência existe para conferir unidade política e programática ao governo, razão pela qual o vice-presidente tem que ser alguém cem por cento alinhado com o presidente.

Essa unidade quase umbilical entre presidente e vice, como ocorre com Donald Trump e Mike Pence, é necessária para que na eventualidade de o vice-presidente precisar assumir, o governo não venha a sofrer problemas de continuidade nas suas políticas públicas e na sua orientação estratégica geral. Afinal, o eleitor vota num programa de governo expresso numa chapa de presidente e vice que, espera-se, represente um compromisso integral com esse programa.

O problema da rejeição em determinados segmentos da população
É sabido que todo candidato possui algum grau de rejeição em determinados segmentos da população, e que essa rejeição precisa ser resolvida para que se chegue à vitória. Mas isso não pode ser feito às custas da unidade político-programática representada pela chapa de presidente e vice.

Vencer essa rejeição é um desafio colocado para os estrategistas de campanha, que devem procurar soluções em termos de marketing político, técnicas de comunicação pública e aprimoramento da imagem do candidato, para esse problema. Mas nenhuma solução de natureza estritamente eleitoral pode comprometer a unidade política e a garantia de segurança e solidez do futuro governo.

O debate ora em curso no PSL a respeito da escolha do candidato a vice-presidente está sendo rico e profícuo, e reflete uma vitalidade política que nenhuma outra agremiação partidária possui. O Crítica Nacional mantém seu posicionamento de apoio integral à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, seja qual for o nome escolhido para o cargo de vice.

No entanto, a nossa expectativa é que o PSL adote o critério de garantia de segurança e de solidez e de unidade político-programática do futuro governo para definir a escolha do vice. Pois entendemos ser esse critério o melhor para o futuro governo de Jair Bolsonaro e, consequentemente, o melhor para o país. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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