Jair Bolsonaro no Debate da Band: Um Segundo Bloco Com Alinhamentos Definidos

O segundo bloco recomeça com Marina Silva falando a mentira do bloqueio de investimentos públicos, que é a narrativa que a esquerda usa para a tentativa de controle dos gastos públicos. Marina basicamente faz às vezes do discurso petista. Meirelles mostra ser um excelente professor de economia e um péssimo candidato.

Perguntado sobre problema da criminalidade, Alckmin tenta capitalizar para si a eficiência da Polícia Militar do Estado e da Polícia Civil.. Bolsonaro deu sua resposta esperada sobre o problema da criminalidade: garantir o direito à legítima defesa e a retaguarda jurídica para a ação das polícias. Uma jornalista feminista veio com a balela do feminicídio, que serviu apenas para erguer a bola para Alvaro Dias e para demonstrar o despreparo de Cabo Daciolo.

Ciro Gomes usa do cinismo de dizer que competitividade e reforma trabalhista têm a ver com redução de salário, e diz que trabalhadores chineses ganham mais que os brasileiros, uma afirmação possivelmente chutada e que precisa ser verificada. No tema da reforma da previdência, sua proposta na prática implica mais controle do Estado, o que está em linha com sua concepção socialista e autoritária de poder.

De um modo geral, o debate prossegue morno, incapaz de mobilizar a opinião pública. O formato desse tipo de debate precisa ser revisto, pois ele acaba interessando apenas aos ativistas e jornalistas, sendo de pouco eficácia para formar a decisão de voto do eleitor comum. O problema da crise causada pela ditadura venezuelana foi tratado por Henrique Meirelles, que fez parte do governo petista que ajudou a implementar aquela ditadura. 

O tema do aborto foi trazido pela mesma jornalista feminista que falou de feminicídio. Conforme esperado, o invasor de propriedades defendeu o assassinato de fetos usando a falácia de que aborto é assunto de saúde pública, quando na verdade ele é e deve permanecer na esfera criminal, pois se trata de assassinato de um ser humano indefeso e não direito de escolha. Marina Silva, que apresenta-se como evangélica, mostrou sua posição flexível quanto ao assassinato de fetos.

Um jornalista colocou o assunto educação para Jair Bolsonaro e Ciro Gomes. Bolsonaro fez a defesa das escolas militarizadas, citando exemplo de alunos que até mesmo ingressaram em Harvard, e falou da necessidade de inversão da pirâmide de gastos e da necessidade de restabelecer a autoridade do professor. A resposta de Ciro Gomes foi no sentido de tentar capitalizar para sua gestão anterior no Ceará. Continua patente o bate-bola entre ambos os candidatos.  

No decorrer do bloco surgiu a informação de que as hashtags associadas a Bolsonaro simplesmente sumiram do Twitter. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews

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