por paulo eneas
Famílias desestruturadas, nas quais o homem abandona a mulher e os filhos deixando a ela o encargo de ocupar-se sozinha da criação e da formação das crianças e adolescentes, que crescem sem a presença da figura paterna como referência, dão origem a uma situação de maior vulnerabilidade dessas crianças e adolescentes para o mundo do crime, especialmente naquelas áreas do território nacional que são controladas pelo crime organizado.

Esta é uma realidade concreta e inquestionável já comprovada por estudos sérios de criminologia conduzidos tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos e Europa. É esta realidade que foi retratada pelo General Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro, durante palestra dada essa semana em São Paulo. A grande imprensa e as esquerdas reagiram de maneira histérica, como é própria da esquerda, a essa fala do general.

A fala do general expôs de maneira fundamentada um drama do mundo real vivido por crianças e adolescentes que tornam-se alvos de aliciamento por parte do crime organizado, principalmente nas regiões mais pobres controladas pelos chefes do crimes. Nesses ambientes, a ausência da figura paterna no núcleo familiar como referência balizadora de conduta, faz com que a criança enxergue na figura do chefe local do crime, quase sempre um homem, o exemplo a ser seguido.

A mulher e mãe, por sua vez, na imensa maioria dos casos, passa a maior parte do tempo ausente do dia a dia dos filhos por conta da necessidade de trabalhar, ficando as crianças durante o dia aos cuidados de avós, tias e vizinhos e irmãos mais velhos, até que chega o momento da pré-adolescência em que a “rua” passa a ser o local onde a criança permanece a maior parte do tempo. Daí para tornar-se presa fácil dos “atrativos” do mundo crime é apenas um passo.

O fato de a esquerda e seus porta-vozes na imprensa reagirem com histeria a essa dura realidade, que perpetua a pobreza e a criminalidade nas áreas mais pobes, serve para exibir o cinismo e a desumanidade do pensamento esquerdista, que nega um dado fundamental de natureza antropológica e psicossocial: um dado que mostra a relação existente entre desestruturação familiar e a maior propensão à criminalidade em ambientes controlados pelo crime organizado.

A desestruturação familiar acarretada pela ausência da figura masculina e pela sobrecarga de responsabilidade material e de criação imposta à mulher, combinada com um ambiente de predomínio e controle por parte do crime organizado, geram uma situação objetiva em que as crianças e adolescentes dessas famílias passam a ter maior probabilidade de adentrar ao mundo do crime por meio de aliciamento.

Negar esse fato, como a esquerda faz ao criticar de maneira cínica a fala correta e oportuna do General Mourão, que tocou num problema grave e real que as demais figuras públicas se recusam a abordar por conta da mordaça do politicamente correto, serve para mostrar o que a esquerda verdadeiramente é: uma corrente de pensamento que nunca se preocupou realmente com mulheres, crianças ou adolescentes em condições de real vulnerabilidade.

Ao negar esse fato e, portanto, jamais se propor a resolvê-lo, a esquerda mostra também que ela é uma corrente ideológica que ocupa-se unicamente de seu projeto autoritário e antidemocrático de poder. Um projeto de poder que, como a história já mostrou e mostra, a esquerda ambiciona levar adiante a qualquer custo, inclusive por meio de alianças com mundo do crime organizado quando for necessário. 

Vídeos
O primeiro vídeo abaixo é de um debate informal sobre o tema conduzido pelos editor do Crítica Nacional, Paulo Eneas, e pelo empresário e colaborador do portal, Otávio Fakhoury. O segundo vídeo, com legendas em português, é da Prager University, que retrata esse problema nos Estados Unidos e corrobora de maneira inequívoca aquilo que foi afirmado pelo General Hamilton Mourão.

Com a colaboração de Christina Fontenelle e Moema Pvs. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews



 


 

 

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