por paulo eneas
O blog o Antagonista publicou às 21h00 dessa segunda-feira uma nota confirmando o que havíamos antecipado em nota do Crítica Nacional dessa mesma segunda-feira às 19h55m: a entrevista pretendida pela Folha de São Paulo com o chefe presidiário petista não vai acontecer, e ponto. 

A decisão definitiva foi tomada pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que reafirmou e confirmou decisão do ministro Luiz Fux que, no exercício da presidência da corte essa semana, suspendeu decisão ilegal e inconstitucional tomada pelo ministro Ricardo Lewandowski autorizando a entrevista, conforme explicamos no artigo Entrevista De Lula: Luiz Fux Concede Liminar & Suspende Autorização Inconstitucional De Lewandowski, publicado no sábado.

O ministro Dias Toffoli poderá ou não enviar o pedido da Folha de São Paulo para ser apreciado em plenário da corte. Mas acreditamos ser pouco provável que isso ocorra, pois o pedido do jornal não atende aos requisitos técnicos necessários para ser avaliado em grau de recurso pelo STF, conforme explicamos no artigo indicado mais acima, pois tal recurso deveria ser enviado antes ao TRF-4.  

Desde quando assumiu a presidência do STF há poucas semanas, o ministro Dias Toffoli é assessorado pelo General Fernando Azevedo e Silva, que exercia até então a chefia do Estado Maior do Exército Brasileiro. A presença de um oficial militar da ativa na presidência do STF sinaliza e indica a ampliação da presença de militares nas instituições de poder do País.

Essa presença militar acentuou-se no período iniciado com o impeachment da ex-presidente petista, e teve continuidade progressiva durante o governo de transição de Michel Temer, conforme explicamos no artigo Jornalista Da Globo Admite: Forças Armadas São Garantia Da Democracia, publicado em 11/06. Essa presença militar nas instituições de poder explica uma série de eventos que ocorreram, e que deixaram de ocorrer, no período recente.

Ela explica também o desespero das esquerdas, que há dois anos vem tentando promover a deposição do atual governo por meio de uma ruptura, com o objetivo de interromper esse ciclo de transição. Um ciclo que será encerrado de maneira institucional com as eleições desse ano e a ascensão efetiva da direita ao poder com a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República e do General Hamilton Mourão na Vice-Presidência em janeiro do ano que vem. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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