por paulo eneas
Jair Bolsonaro e todo o campo conservador e de direita obtiveram uma vitória eleitoral expressiva no último domingo. Uma vitória que foi a mais importante nas últimas décadas: fomos para o segundo turno com 46% dos votos válidos, e metade do Congresso Nacional eleito é de viés conservador e liberal. O adversário nosso no segundo turno é rejeitado pela maioria dos brasileiros, não conta com apoio do mercado e dos agentes econômicos, e sua representação no futuro Congresso Nacional é minoritária. 

Em consequência disso, crescem as adesões à candidatura de Jair Bolsonaro em todos os segmentos do centro para a direita. A base tucana está sendo rachada ao meio, com a adesão em massa de eleitores e de deputados eleitos pelo partido à candidatura de Jair Bolsonaro. Praticamente todos os filiados e candidatos eleitos pelo Partido Novo já manifestaram apoio. Grupos de movimentos de rua planejam para os próximos dias mobilizações de massa contra o PT nas principais cidades, dentro do espírito do vitorioso movimento pelo impeachment.

Por sua vez, o mercado financeiro reagiu de modo extremamente positivo ao resultado do primeiro turno, principalmente pela conformação do novo Congresso Nacional. A maioria conservadora da nova legislatura que irá iniciar-se ano que vem sepultou de vez o temor quanto à governabilidade do futuro governo de Jair Bolsonaro. Informações obtidas junto a uma fonte muito bem posicionada revelam uma verdadeira euforia do mercado financeiro com a perspectiva dada como líquida e certa não apenas da vitória de Bolsonaro, como da certeza da governabilidade de seu futuro mandato. 

As denúncias de fraude e a estratégia a ser seguida para a nossa vitória
Por outro lado, as denúncias de fraude são inúmeras e elas não podem ser ignoradas, pois o resultado do primeiro turno não correspondeu à expectativa da maioria dos eleitores. Contrariamente a essa expectativa dos eleitores, e também contrariamente ao que havia previsto o Crítica Nacional no artigo de domingo, a vitória de Jair Bolsonaro ocorreu, mas não no primeiro turno. Nesse sentido, a nossa previsão de resultado falhou.

Resta saber em que medida e em que extensão as inúmeras denúncias de irregularidades corresponderam ações concretas de fraude que tenham alterado materialmente o resultado do primeiro turno. Nas próximas horas teremos elementos empíricos em mãos para informar os eleitores e, de posse dessas informações, indicar a estratégia a ser seguida. Mas entendemos de antemão que o mais importante nesse momento é:

a) Exigir por todas as vias que as inúmeras de denúncias de fraude sejam esclarecidas. Essa exigência tem que vir acompanhada de análises científicas independentes que indiquem um quadro geral mostrando se houve de fato adulteração dos resultados. 

b) Não subestimar e não desprezar a dimensão da nossa vitória, tanto para a disputa da presidência quanto na formação da maioria liberal-conservadora no Congresso Nacional.

c) Não permitir que a preocupação, legítima e necessária, com a fraude monopolize por completo as atenções e esforços dos ativistas: a nossa prioridade deve ser fazer a campanha do segundo turno, buscar os cerca de três milhões e meio de votos que Jair Bolsonaro precisa ter a mais para vencer no segundo turno.

d) A abordagem do problema da possível fraude deve ser racional e estratégica, e não emocional e desesperançosa. Lembremos que Fernando Haddad precisa ter no segundo turno mais de vinte milhões de votos somente para empatar com a votação obtida por Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno.

e) A mensagem  a ser levada aos eleitores não pode ser a de temor e desesperança. Precisamos, ao contrário, municiar os eleitores com informações sobre como garantir seus direitos na hora de votar, e estimular o comparecimento em massa na urnas por parte dos brasileiros que querem mudar os rumos do País e impedir o petismo de chegar ao poder.

f) Apoiar e reforçar e participar de todas as iniciativas de movimentos de rua para combater e denunciar o risco da volta do petismo ao poder. Tomar iniciativas descentralizadas de combate ao petismo e de mostrar ao grande público quem Fernando Haddad realmente é, inclusive os crimes pelos quais ele responde.

g) Estabelecer diálogo respeitoso com eleitores de Geraldo Alckmin, João Amoedo, Álvaro Dias e até mesmo de Ciro Gomes, para mostrar a esses eleitores, que também são antipetistas, que o futuro do País está em jogo e que eles precisam votar em Jair Bolsonaro.

Sobre esses dois últimos itens, iremos trazer mais detalhes em próximo artigo. Por fim, o Crítica Nacional assume o compromisso de ao longo da semana trazer orientações de diretrizes para os nossos leitores, sempre pautadas na verdade e em informações precisas, mesmo que em alguns casos essa informações contrariem previsões que fizemos anteriormente, como no caso da hipótese de fraude e da expectativa que tínhamos quanto á vitória em primeiro turno.

A nossa intenção é colaborar para que a atuação dos apoiadores de Jair Bolsonaro não seja guiada por uma reação emotiva e desesperançosa, mas sim pautada em informações objetivas e numa estratégia de comparecimento em massa nas urnas no segundo turno para assegurar nossa vitória. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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