por paulo eneas
Causou uma certa inquietação entre os apoiadores de Jair Bolsonaro a reportagem dessa quinta-feira no website BOL, pertencente ao Grupo Folha de São Paulo a respeito do encontro entre os observadores internacionais da OEA e o candidato petista e sua vice, acompanhados do embaixador de carreira do Itamaraty e ex-ministro do governo petista, Celso Amorim, além da presidente do partido.

Segundo a reportagem, a conversa no encontro com os petistas girou em torno da “preocupação” dos observadores da OEA com o uso do WhatsApp e a suposta disseminação do que chamam de fake news que, ainda segundo a chefe dos observadores Laura Chinchilla, estariam interferindo nas eleições brasileiras. É preciso ter em mente alguns fatos básicos para interpretar esse episódio:

a) Os observadores estrangeiros da OEA são observadores, e não fiscalizadores da eleição, como está sendo afirmado na rede. Eles detêm poder zero de interferir na campanha ou no andamento ou na apuração da eleição, que é restrita por lei a cidadãos brasileiros. O que esses observadores afirmam ou deixam de afirmar após a eleição tem importância zero.

b) O encontro com os petistas não infringe qualquer norma legal. Os observadores poderiam ter encontro protocolar semelhante com qualquer candidato. No entanto, dado o caráter esquerdista da OEA, esse encontro específico foi destinado a fazer guerra política, inclusive pela pauta escolhida, que é justamente a pauta colocada pela campanha do petista.

c) O efeito concreto desse encontro é zero, por razões óbvias de soberania nacional: o processo eleitoral brasileiro diz respeito unicamente aos brasileiros e não está sujeito a considerações e muito menos a decisões e interferências de organismos internacionais.

d) Em tese esses observadores poderiam reunir-se também com a campanha de Jair Bolsonaro o que, segundo apuramos até esse momento, não ocorreu e nem ocorrerá por uma razão simples: esses encontros não têm relevância alguma, e a própria figura do observador internacional numa eleição não passa de uma formalidade perfuntória da diplomacia.

Por fim, não faz sentido algum ativistas e apoiadores ficarem espalhando pânico na rede por conta de um encontro que não tem nem terá consequência material alguma na eleição. E cabe frisar que eles são apenas observadores, não participarão nem irão fiscalizar ou tomar qualquer ação concreta na eleição e na apuração.

E cumpre observar que a sigla OAS que aparece nos trajes dos observadores não tem qualquer relação com a construtora brasileira envolvida na Lava-Jato. Trata-se do acrônimo de Organization of American States, a versão em inglês para Organização dos Estados Americanos. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


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