por paulo eneas
A diretriz anti-comunista e anti-globalista da nova política externa brasileira sob o Governo Bolsonaro já está produzindo resultados concretos na geopolítica latino-americana.

Após o Grupo de Lima ter aprovado na semana passada uma resolução apresentada pela Brasil, e endossada pelo governo americano, declarando o regime venezuelano como uma ditadura e não reconhecendo a legitimidade do “presidente” Nicolás Maduro, que foi definido como um ditador, a situação no país vizinho cujo povo foi vítima dos criminosos narco-comunistas do Foro de São Paulo começou a mudar.

A mudança constitui-se na iniciativa do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Juan Guaidó que, invocando um artigo da constituição daquele país, declarou-se presidente interino venezuelano após o ditador Nicolás Maduro ter usurpado mais uma vez a presidência tomando “posse” na quinta-feira como suposto presidente reeleito, em um processo eleitoral ilegítimo e não reconhecido pela comunidade internacional.

Também por iniciativa da diplomacia brasileira chefiada pelo chanceler Ernesto Araújo, o ditador Nicolás Maduro havia sido instado uma semana antes pelo Grupo de Lima a não tomar “posse” e a abandonar o poder pacificamente. O ditador narco-comunista não seguiu a recomendação, como já era esperado, e dessa forma abriu-se o caminho diplomático para o seu não reconhecimento como chefe de governo daquele país, e para que o presidente da Assembleia Nacional passasse a ser reconhecido como presidente interino da Venezuela.

Logo após ter anunciado que assumiu as funções de presidente interino, Juan Guaidó recebeu o apoio e reconhecimento da OEA, Organização dos Estados Americanos. Logo em seguida, o Governo do Brasil expressou seu reconhecimento por meio do seguinte comunicado oficial do Itamaraty:

O governo brasileiro saúda a manifestação do Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, de estar disposto a assumir constitucionalmente a Presidência da Venezuela, diante da ilegitimidade da posse de Nicolás Maduro no dia 10 de janeiro.

O governo dos Estados Unidos possivelmente seguirá na mesma direção, reconhecendo o novo presidente interino, que assumiu com o compromisso de convocar eleições gerais para dar início à reconstrução da Venezuela, que foi literalmente destruída pelo regime narco-comunista de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

Para lograr êxito, Juan Guaidó precisará obter o apoio de parte das já divididas Forças Armadas da Venezuela, uma tarefa que pela sua natureza exigirá e seguramente contará com o suporte das inteligências diplomáticas brasileira e norte-americana, que irão desempenhar um papel decisivo para viabilizar uma transição pacífica de poder político naquele país.

A ditadura chavista é a herança geopolítica da era tucano-petista
O Brasil possui um dívida moral com o povo venezuelano, pois a ditadura chavista somente foi implantada e consolidada devido ao apoio recebido dos governos brasileiros nas eras tucano e petista. Conforme mostramos no artigo Fernando Henrique Cardoso & Os Comunistas Da América Latina,  publicado em 20/04/2017, o governo Fernando Henrique Cardoso foi o o principal responsável por impedir a derrocada do chavismo já no seu nascedouro, conforme descrevemos no artigo acima.

Posteriormente, como é sabido, os governos petistas na prática financiaram a narco-ditadura genocida venezuelana principalmente através do BNDES e por meio da compra de títulos da dívida pública venezuelana por parte de fundos de pensão de estatais. Títulos esses que hoje valem pó.

Além do financiamento ao regime, o governo brasileiro sob controle dos petistas e o governo americano de Barach Obama desempenharam papel essencial para a blindagem diplomática da ditadura chavista, que desse modo ficou livre para destruir seu próprio país, provocando um êxodo de cerca de dez por cento de sua população.

A diplomacia brasileira sob o Governo Bolsonaro tem demonstrado a disposição de reverter e de reparar a participação pregressa dos governos de esquerda do Brasil nesse que foi o mais criminoso e desumano episódio da história política latino-americana. Um crime somente  comparável ao crime igualmente desumano e perpétuo representado pela ditadura cubana, que cedo ou tarde também precisará ser enviada para a lata de lixo da história juntamente com o chavismo e seus mentores petistas e tucanos. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


Fernando Henrique Cardoso & os Comunistas da América Latina

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