por paulo eneas
A nova política externa brasileira tem sido até o momento o que existe de melhor no Governo Bolsonaro. Com menos de quarenta dias desde a posse do novo presidente, a diplomacia nacional, chefiada pelo chanceler Ernesto Araújo, fez o Brasil retomar seu papel de liderança geopolítica regional natural no continente sul-americano, tomando a frente do processo de pressão política e diplomática que, no curto prazo, levará ao fim da ditadura narcocomunista de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Nesse mesmo curto período, a diplomacia brasileira promoveu a reaproximação soberana com os Estados Unidos, colocando um fim a mais de três décadas de uma tensão constante entre dois dentre os cinco maiores países do mundo. Tudo isso decorria da doença geopolítica chamada antiamericanismo, implantada em quase todas as instituições da vida nacional.

Essa reaproximação é visivelmente pautada não apenas por interesses mútuos legítimos na área comercial e de defesa, mas também por uma percepção comum quanto à importância de se fazer frente ao bloco globalista e sua agenda ideológica atentatória às soberanias nacionais e aos valores centrais da civilização judaico-cristã.

Embaixada em Jerusalém e a chantagem muçulmana
A decisão já tomada pelo Presidente Jair Bolsonaro de mover a Embaixada do Brasil em Israel para a capital de fato daquele país, Jerusalém, está entre as mais emblemáticas da guinada na política externa do novo governo. A decisão tem sido objeto de pressão e de todo tipo de desinformação provocado pela grande imprensa por conta o poderoso lobby muçulmano-palestino e anti-Israel que atua de modo eficiente em todo o Ocidente.

Ressalte-se que esse lobby tem se utilizado principalmente da chantagem comercial decorrente do volume de exportações do Brasil para países muçulmanos do Oriente Médio, como forma de pressão, a fim de evitar a relocação da Embaixada.

Além da chantagem comercial, essa força lobista pró-islâmica e globalista também se vale da disseminação da narrativa falaciosa segundo a qual a decisão de mudança da Embaixada representaria alguma hostilidade por parte do Brasil em relação aos países muçulmanos.

Na semana passada, a diplomacia brasileira conseguiu um feito que mostra o quanto essa narrativa é falaciosa: o chanceler Ernesto Araújo anunciou que o Brasil firmara acordo inédito com a Malásia para a exportação de carne bovina. Como é sabido, a Malásia e alguns outros países do sudeste asiático são de maioria muçulmana e concentram mais de oitenta por cento do povo islâmico do mundo.

Seguindo essa linha de raciocínio, essa mudança da Embaixada – que é uma decisão correta do ponto de vista geopolítico – não irá impedir, a priori, que o País estabeleça negócios com países muçulmanos. Até porque, se for para colocar o tema em termos de dependência, trata-se de países importadores de proteína animal que dependem do Brasil – e não o contrário –, diante da elevada produtividade da agropecuária brasileira, o que torna nossos produtos nesse setor altamente competitivos.

Alinhamentos soberanos para fazer frente aos globalistas
Por fim, ainda que os setores nacionalistas do governo venham a levantar algumas objeções pautadas em preocupações legítimas e honestas com o interesse nacional em relação à nova política externa brasileira, é imprescindível que os setores nacionalistas do governo compreendam o seguinte:

a) Ao contrário de uma certa leitura geopolítica, ao nosso ver equivocada, o mundo não é multipolar e o Brasil não pode e nem deve tratar com o mesmo grau de relevância todos os seus parceiros comerciais, ainda que possamos e devamos ter vários deles, pois não são iguais, tanto em termos de interesse econômico como em termos de interesse geopolítico estratégico. Lembre-se que o interesse geopolítico estratégico deve prevalecer sobre o econômico.

b) O cenário geopolítico mundial é ditado pela disputa de poder entre blocos globalistas. A diplomacia brasileira, portanto, deve pautar-se pelo alinhamento soberano às forças nacionais que se opõem ao bloco globalista ocidental. Bloco esse que, tendo colocado a esquerda internacional a seu serviço, procura impor uma agenda ideológica contrária à soberania dos estados nacionais e aos valores basilares judaico-cristãos que formaram a civilização ocidental.

c) Essas forças nacionais antiglobalistas, que incluem os Estados Unidos, Israel, países do centro-leste europeu e agora o Brasil sob o Governo Bolsonaro, formam o que podemos chamar de eixo do bem, em torno do qual o Brasil deve priorizar suas relações estratégicas, obviamente sem prejuízo de fazer comércio com o mundo todo.

Em nosso entender, a diplomacia brasileira tem acertado plenamente por colocar-se nessa perspectiva antiglobalista, que atende não apenas a nossos interesses econômicos, como também contempla os compromissos assumidos na campanha pelo presidente Bolsonaro. Tais compromissos incluem uma política de viés anti-esquerda em todos os setores, incluindo a diplomacia.

Nota:
Falamos aqui de globalismo, que não deve em hipótese alguma ser confundido com globalização. O primeiro é tema complexo e diz respeito a um projeto de poder político e econômico, em escala global, de caráter antinacional, anticristão, profundamente autoritário e antidemocrático. O segundo diz respeito a um processo que podemos chamar de natural, que a humanidade empreende desde quando ela começou a formar civilizações, e que ganhou momentum no último meio século em decorrência das novas tecnologias. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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