por paulo eneas
O Ministro Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi criticado essa semana nas redes sociais por ter afirmado em um programa de entrevistas que conhecer ou não a história de Chico Mendes era irrelevante para questões relacionadas ao meio ambiente. O ministro está coberto de razão, e a evidência disso é que a quase totalidade das críticas a sua fala vieram da esquerda e de ativistas ligados a ONGs ambientalistas.

O Crítica Nacional sente-se à vontade para endossar a fala do ministro nesse caso, justamente por termos sido um dos críticos de sua escolha para o ministério. E o criticamos por discordar de sua visão que restringe o tema do meio ambiente ao gerenciamento de problemas de poluição e dos chamados riscos ambientais, ignorando os aspectos geopolíticos e econômicos da agenda ambientalista internacional, como expressos por exemplo no famigerado Acordo Climático de Paris. Mas quanto a Chico Mendes, a fala do ministro Ricardo Salles foi corretíssima.

A figura do sindicalista e comunista petista Chico Mendes é o exemplo de mais um personagem criado pela narrativa da esquerda para dar respaldo a certos consensos fabricados, que apoiam-se em vacas sagradas intocáveis. Pois nada do que Chico Mendes fez ou disse contribui uma vírgula sequer para o desafio real de preservação do meio ambiente combinada com a defesa da soberania nacional e a geração de riqueza na região amazônica.


Chico Mendes e Marina Silva candidatos pelo PT nas eleições de 1986.

Um comunista quase-guerrilheiro no meio da floresta
O seringueiro Chico Mendes foi doutrinado desde cedo por Euclides Távora, comunista da velha guarda egresso da Intentona Comunista de 1932 e da tentativa de revolução comunista na Bolívia em 1952. Na década de setenta, o seringueiro tornou-se sindicalista e ingressou no Partido Revolucionário Comunista, PRC, organização comunista clandestina que participou da Guerrilha do Araguaia e da qual fez parte José Genoíno, o mesmo comunista que anos mais tarde, estando no PT, viria a ser preso no escândalo do mensalão.

Seguindo a cartilha das velhas táticas comunistas na zona rural, a prática política e revolucionária do suposto defensor da floresta e do meio ambiente consistia na invasão de propriedades fundiárias e no uso de mulheres e crianças como escudo humano para enfrentamento com proprietários rurais. Prática essa típica de grupos terroristas como Hamas e Hezbollah. Chico Mendes chegou a ser preso no início da década de oitenta por suspeita de assassinato de um funcionário de uma da fazenda invadida.

Em meados dos anos oitenta ingressou no PT e ajudou a formar a CUT no Acre, tendo disputado e perdido duas eleições naquele Estado para uma vaga de deputado estadual.  Em 1988 o líder comunista foi morto a tiros. Com sua morte, nasceu a lenda do comunista invasor de terras e quase-guerrilheiro transformado em suposto defensor da floresta e do meio ambiente. Uma lenda que ganhou dimensão internacional, como pode ser visto nesse artigo aqui do New York Times de 1990.

Um legado ambientalista imaginário criado pela esquerda
O único legado de Chico Mendes é a narrativa semi-mitológica que a esquerda criou em torno de seu nome para, com isso, abrir as portas para que ONGs internacionais viessem a literalmente invadir a Amazônia Brasileira sob pretexto de defesa do meio ambiente e preservação da floresta, ao mesmo tempo em que estas mesmas ONGs atuam como lobistas internacionais que colocam em questão a soberania nacional brasileira sobre aquela região.

Um dos desafios da pauta ambiental para a região amazônica é compreender que como a esquerda internacional e os globalistas sequestraram essa pauta para atacar a nossa soberania e tentar impor entraves ao desenvolvimento econômico nacional por meio de mecanismos como o Acordo Climático de Paris. Esse sequestro e esses entraves tornam a questão ambiental uma questão primeiramente de geopolítica e de interesse estratégico nacional. E é nesse ponto que discordamos de Ricardo Salles, por simplesmente ignorar essa questão.

Uma agenda ambiental soberana e despida da vestimenta ideológica que a esquerda lhe impôs, consiste inicialmente em jogar no lixo a noção estúpida de intocabilidade da floresta, bem como o palavreado oco da sustentabilidade. Consiste na adoção de soluções que permitam a preservar a floresta e promover o efetivo desenvolvimento econômico e a exploração das enormes riquezas da Amazônia.

Uma agenda ambiental soberana deve ter por meta fazer a integração econômica plena da Amzônia ao restante do País, eliminando a pobreza e assegurando nossa soberania plena sobre aquela região, sem ingerências externas. E para levar adiante essa agenda, tudo o que o País não precisa é preocupar-se com quem foi Chico Mendes. E nesse último aspecto, o ministro tem toda a razão. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Deixe um comentário