por paulo eneas
Desde o início da década de sessenta o cinema brasileiro tomado pela esquerda passou a endeusar e glorificar todo tipo de genocida, criminoso e sociopata, desde que esse endeusamento e glorificação atendessem aos interesses da causa comunista revolucionária na esfera da guerra cultural. A mitificação de criminosos e a narrativa exótica e estereotipada da vida nas favelas ou da pobreza do Nordeste sob pretexto de engajamento social passaram a ser tônica das produções.

O controle hegemônico completo por parte da esquerda sobre o grosso da produção cinematográfica brasileira manteve-se durante todo o regime militar e estendeu-se além dele. Esse controle impôs um padrão estético e de narrativa que constituiu-se numa verdadeira camisa de força para atores, diretores e produtores: quem não se adequasse ao figurino cinemanovista do engajamento e da causa revolucionária, simplesmente não tinha lugar no cinema nacional, a não ser nas chanchadas.

Filmes como Pra Frente Brasil ou O Bom Burguês ou O Beijo da Mulher Aranha ou Carandiru: O Filme, sucessos de bilheteria em suas respectivas épocas de lançamento, estavam todos devidamente enquadrados nessa narrativa: vitimização de criminosos em geral, endeusamento de guerrilheiros comunistas e homicidas, demonização das polícias e dos militares. A narrativa da esquerda impunha-se facilmente por não haver meios de ser contestada.

A rachadura do edifício gramsciano
As redes socias, bem como a rápida mudança política e cultural que vem ocorrendo no País há cerca de meia década, mudaram por completo esse estado de coisas, produzindo uma rachadura cada vez maior nas paredes do edifício gramsciano que a esquerda construiu ao longo dessas décadas. Esse edifício está ainda de pé, mas as rachaduras estão visíveis. Hoje nenhum agente cultural da esquerda consegue impor sua narrativa sem ser contestado.

É fato que a hegemonia esquerdista em algumas, não em todas, as esferas da guerra cultural acabou. O que temos hoje é uma disputa, na qual a esquerda invariavelmente perde. O filme-lixo de Wagner Moura sobre Carlos Marighella é exemplo. Nele, o terrorista criminoso e psicopata é retratado como herói, um indivíduo movido por supostas virtudes nobres o bastante para poder matar impunemente. Suas ações são apresentadas como imunes a qualquer juízo moral, pois eram em nome da revolução.

Não bastasse relativização moral e a falsificação histórica, Wagner Moura foi além e produziu a falsificação de fenótipo: Carlos Marighella era um homem branco para os padrões brasileiros, mas o diretor escalou um ator negro para representa-lo, para dar suporte à desonestidade intelectual do diretor segundo a qual a morte de Marighella teria sido decorrência do caráter racista da polícia. Houvesse real intenção de verossimilhança, o diretor teria escalado Marcola para representar o terrorista, pela semelhança física e de personalidade: ambos criminosos e psicopatas.

Tamanho esforço de falsificação histórica, desonestidade intelectual e de estereotipação esquerdista em uma única produção cinematográfica não poderia produzir resultado diferente nesses tempos que chamam de nova era: o filme vem sendo rechaçado nas redes socias, e muito possivelmente será um fracasso de bilheteria como produções análogas recentes, como o biografia chapa-branca de Lula ou o filme Aquarius. Com as redes sociais, o cinema militante lacrador está com os dias contados. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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