por paulo eneas
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, reuniu-se hoje, 25/03, pela manhã no Palácio do Planalto com os ministros Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes, General Santos Cruz e General Heleno. A alta cúpula do governo discutiu a crise política iniciada na última quarta-feira, 20/03, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, crise essa que teve reflexos na relação entre o Executivo e o Legislativo.

Mostrando-se insatisfeito com a nova forma de fazer política, prometida na campanha e cumprida pelo Presidente Bolsonaro, que consiste na extinção do toma-lá-dá-cá (troca de votos por cargos ou por práticas não republicanas, como por exemplo o enterro da Lava Jato), Rodrigo Maia vem gerando de forma proposital um ambiente negativo para pressionar o Presidente Jair Bolsonaro a ceder às suas exigências.

As exigências de Rodrigo Maia são apresentadas ao público, com o endosso e conivência de parte da grande imprensa, sob o eufemismo de articulação política. O exemplo mais evidente dessa disposição deliberada do presidente do legislativo de gerar um tensionamento com o governo foi a sua decisão de retirar o Projeto de Lei Anti-Crime, elaborado pela equipe do ministro do Min. Sérgio Moro, da pauta imediata de tramitação na Câmara dos Deputados.

Nesse seu esforço para cacifar uma posição segundo os padrões do velho modo de fazer política, Rodrigo Maia acusou o presidente pelo atraso na votação da Reforma da Previdência, e estendeu a culpa ao ministro Paulo Guedes, acusando-o de interferência indevida do Poder Executivo no Legislativo. Segundo Maia, Paulo Guedes teria tentado intervir na escolha do relator da proposta de reforma da Previdência.

Porém, numa clara evidência do uso de dois pesos e duas medidas, Rodrigo Maia não entende como suposta interferência do Executivo no Legislativo quando ele próprio pede que o Presidente Jair Bolsonaro ajude na articulação política e no diálogo com a Câmara, onde por articulação e diálogo entende-se a reprodução de métodos escusos e não republicanos de fazer política. Métodos esses que o Presidente da República comprometeu-se a rechaçar por completo em seu governo. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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