por paulo eneas
O Presidente Jair Bolsonaro iniciou nesse domingo visita histórica de um chefe de estado brasileiro a Israel. Ele desembarcou pela manhã em Tel Aviv, onde foi recebido pelo premier israelense Benjamin Netanyahu. Mais do que acordos bilaterais nas áreas de comércio, segurança, cooperação militar e tecnologia, a visita se reveste de importância impar por si mesma, por representar, ao lado da visita do chefe de estado brasileiro aos Estados Unidos há poucos dias, a consolidação de uma mudança completa na orientação da política externa brasileira.

Uma mudança empreendida com esmero pelo chanceler Ernesto Araújo que, seguindo determinação do Presidente da República, pôs fim a décadas de uma política externa de viés terceiro-mundista, antiamericana, anti-israelense e fundamentalmente pró-comunista e pró-muçulmana, e que era levada a cabo até o ano passado pelos governos petistas e tucanos. Uma política externa que fez o Brasil receber anos atras, merecidamente, por parte de um diplomata israelense, a alcunha de anão diplomático.

Em seu discurso, o Presidente Bolsonaro referiu-se ao premier israelense como irmão e amigo, e enfatizou que brasileiros e israelenses compartilharem os mesmos valores e tradições, bem como o apreço comum pela liberdade e pela democracia. São esses valores comuns, em nosso entender, que devem guiar a nossa diplomacia e a natureza de nossas relações bilaterais com outros países, e não apenas um pretenso pragmatismo comercial que ignora por completo essa baliza moral e os nossos interesses geopolíticos estratégicos de longo prazo.

A visita resultou na assinatura de seis acordos nas áreas de cooperação científico-tecnológica, segurança e defesa, além do apoio de Israel para a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE. Ficou acertado também a participação da Petrobrás em um leilão israelense para a exploração de petróleo e gás em plataformas marítimas.

O compromisso com a mudança da Embaixada do Brasil em Israel para a capital do país, Jerusalém, foi mantido e recebeu o primeiro encaminhamento concreto: o Itamaraty emitiu comunicado oficial anunciando a abertura de um escritório de representação comercial na capital israelense.

Em nosso entender, longe de representar um recuo, a abertura desse escritório representa a reafirmação do compromisso do Presidente Bolsonaro de transferir nossa representação diplomática para Jerusalém. Uma transferência que será feita em etapas, em função das enormes pressões contrárias que o governo vem enfrentando a esse respeito. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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