por paula marisa
Neste sábado, dia 13 de abril, Eduardo Bolsonaro postou em seu twitter o seguinte texto.

Diariamente mostramos quem é Olavo de Carvalho. Falta o pessoal da esquerda agora dizer quem é Paulo Freire e o seu legado na educação nacional.

Nem preciso dizer que ao ler isso, a turminha do “deturparam Freire”, imediatamente começou a mostrar todo o seu potencial argumentativo através de posts na rede social e artigos lacradores na extrema imprensa. Convido vocês a embarcarem comigo na lacrosfera para analisarmos essas pérolas, prometo que será divertido.

Para aqueles que não estão muito familiarizados com a metodologia de ensino defendida pelo patrono da educação, irei explicar brevemente do que se trata. Para Freire a aprendizagem é um processo de construção, onde aluno e professor estão em pé de igualdade. Uma frase sua que ilustra muito bem o conceito que acabei de apresentar é a seguinte:

“Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes.” 
(Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido)

Sendo assim, qual a diferença entre o Joãozinho do 1º ano e o filósofo Aristóteles? O que diferencia o professor do aluno? Para Freire não deve haver esta hierarquização na sala de aula, todos estão em pé de igualdade, professor e aluno no mesmo nível. Aliás o professor nem mesmo deve ser professor, seu papel é de um mero mediador, alguém que apenas irá aguçar a curiosidade do aluno para que ele próprio chegue às mesmas conclusões que Isaac Newton quando ficou intrigado com a maçã que caiu sobre sua cabeça. Afinal de contas, obrigar um aluno a ficar sentado ouvindo a explicação da teoria da relatividade seria uma mera transmissão de conhecimento, o que é totalmente condenado na obra Freiriana.

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua construção.” (Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia)

Preciso confessar que a ideia de atirar uma maçã na cabeça de certos alunos já passou pela minha cabeça, mas nem em uma alucinação febril poderia supor que daí eles deduzissem que todos os objetos no universo atraem todos os outros objetos com uma força direcionada ao longo da linha que passa pelos centros dos dois objetos, e que é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da separação entre os dois objetos.

Não seria muito mais prático, lógico e rápido explicar o conceito, fixar o conteúdo através de exercícios para que dali em diante o aluno começasse então a produzir mais conhecimento? Por incrível que pareça o método sócio construtivista abomina essa prática que nosso patrono da educação denomina de educação bancária.

“Na concepção “bancária” que estamos criticando, para a qual a educação é o ato de depositar, de transferir, de transmitir valores e conhecimentos, não se verifica nem pode verificar-se esta superação.” (Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido)


Agora eu pergunto a você, caro leitor, como pode um aluno superar um conhecimento que não possui? Como ele chegou à conclusão de que alguém não pode superar algum conhecimento porque ele foi transmitido e não construído? Para as pessoas que não estão acostumadas com o empoderamento pedagógico freiriano, pode parecer papo de maluco, mas é exatamente isso que nossas universidades estão enfiando na cabeça dos alunos.

A esquerda que se recusa a aceitar o título de filósofo de Olavo de Carvalho, insistindo o tempo todo em colar nele o selo de astrólogo porque não cursou a faculdade de filosofia, é a mesma que chama Paulo Freire, que cursou a faculdade de direito, de filósofo e educador. Vai entender né?

Seu revolucionário método de alfabetização propõe que deve haver uma associação do conteúdo com a realidade do aluno. Há inclusive evidências de que isto não foi uma criação sua, e sim uma cópia do método inventado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884 – 1970).

O primeiro feito pedagógico de nosso patrono da educação foi ter alfabetizado 300 cortadores de cana-de-açúcar em 45 dias, lembrando que a turma era composta por 380 alunos e 80 não se formaram. Ele utilizou “palavras geradoras” que eram originados através da experiência de vida de seus alunos. Desta forma em vez de utilizar frases como “Vovó viu a uva”, ele utilizou palavras que fossem mais familiares aos alunos como cana, enxada, etc.

Isso pode fazer sentido quando falamos de alfabetização de adultos, pois eles já têm termos com os quais estão mais familiarizados em razão de sua rotina de trabalho, mas será que não devemos observar as gigantescas diferenças que há entre crianças e adultos na hora de escolhermos um método de ensino? Além disso o problema do Brasil não é o analfabetismo e sim o analfabetismo funcional, pois os alunos saem da escola sabendo identificar o alfabeto e ler as palavras, mas não conseguem entender o significado de um texto elementar, provavelmente da mesma forma que os 300 alunos alfabetizados por Freire naquela época.


Os argumentos dos defensores do método freireano
Agora que já fiz uma breve explanação sobre o método construtivista e minhas objeções a ele, passemos aos argumentos dos defensores dessa “maravilha”. Basicamente os defensores de Freire utilizam duas linhas argumentativas. A primeira delas é a falácia do apelo à autoridade. Quantas vezes você já ouviu os inúmeros países onde Freire é reconhecido e homenageado? Quase 90% dos defensores do sócio construtivismo citam a Finlândia como um exemplo de país que adotou esta metodologia de forma exitosa. O que eles não mencionam é que de 2013 pra cá ela perdeu o posto de líder do Ranking para Cingapura, um país que adota um sistema de ensino bem tradicional.

Ainda nesta linha também são citadas as homenagens que Freire recebeu pelo mundo, entre elas está a escultura em Estocolmo que tem como tema os pensadores mais influentes dos anos 70. A escultura traz 7 pensadores que segundo a escultora, merecem destaque. Vamos ver alguns desses nomes.
– Elise Ottesen: ativista feminista
– Paulo Freire: nosso “amado” patrono da educação
– Mao Tse Tung: responsável pela “fantástica” revolução cultural chinesa que teve um saldo de mais de 70 milhões de mortos. Este “pensador” é muito admirado por Freire, que inclusive o cita e o utiliza como referência bibliográfica em suas obras.
– Ângela Davis: ex integrante do partido comunista dos Estados Unidos e dos Panteras Negras (preciso dizer mais alguma coisa?)
– Pablo Neruda: famoso poeta chileno que também foi um ativo integrante do partido comunista (que coincidência não?)

Acredito que já devam ter entendido qual o critério da escultora para definir quem foram os pensadores mais influentes dos anos 70. Eles todos têm em comum o gosto pela ideologia comunista, incluindo entre eles, um dos maiores genocidas da história da humanidade. Não sei vocês, mas eu me sentiria ofendida caso estivesse nesse meio. Para nossos queridos educadores, porém, isso é uma homenagem.

Outra linha adotada para a defesa do método freiriano é a de que ele nunca foi realmente implementado nas escolas brasileiras, o velho “deturparam Marx” na versão pedagógica. Se estamos há tantos anos tentando implementar um método que é constantemente deturpado, não seria o caso de tentarmos outra alternativa que fosse mais simples de implementar?

Neste ponto também fico curiosa sobre qual foi a parte do método que a escola brasileira deturpou, uma vez que o que observei em meus anos como docente em escolas da rede pública no ensino fundamental e médio parece bem coerente com o que li nas obras de Paulo Freire.

O início do fim de uma hegemonia de décadas
Até poucos anos atrás era impossível imaginar alguém que ousasse levantar a voz para criticar o método construtivista. Não que hoje haja muitas pessoas que o façam, mas pelo menos já consigo ver algumas vozes questionando essa doutrina pedagógica. Temos muito a avançar, logicamente, mas esta semana conseguimos uma vitória que me enche de esperança. Alcançamos a marca de 20 mil apoios à proposta legislativa que retira Paulo Freire do posto de patrono da educação brasileira, de autoria de Stefanny Papaiano, e agora esta proposta será discutida no Senado Federal.

Vamos acompanhar e fazer a nossa parte, mostrando para as pessoas todas as incoerências do sócio construtivismo e o gritante viés marxista presente nas obras de Paulo Freire. Parece que finalmente estamos conseguindo vislumbrar uma luz no fim do túnel.

Paula Marisa é professora de ensino fundamental na rede municipal em Canoas-RS e no ensino médio na rede Estadual no Rio Grande do Sul. Especialista em Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Seu canal no youtube possui mais de 250 mil inscritos e apresenta mais de 20 milhões de visualizações e pode ser acessadon nesse link aqui. Seu perfil no facebook pode ser acessado nesse outro link, e sua conta no twitter pode ser vista aqui#CriticaNacional #TrueNews #RealNews #Analfabetismo #Anafalbetismo Funcional #Bolsonaro Deturpou Freire #Construtivismo #Construtivismo de Piaget #Construtivismo na Sala de Aula #Eduardo Bolsonaro Paulo Freire #Educação Infantil #Freire #Jean Piaget #Legado #Marxismo #Método Paulo Freire Alfabetização #Olavo de Carvalho #Paula Marisa #Paulo Freire #Pedagogia da Autonomia #Pedagogia do Oprimido #Piaget #Professora Paula Marisa #Teoria da Aprendizagem


 

 

 

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