por paula marisa
Foi manchete em toda a extrema imprensa: professor demitido após criticar Bolsonaro. A ênfase, de maneira geral, recaiu sobre o fato de o professor ter criticado o presidente e de o aluno ter filmado o ocorrido sem autorização. Porque será que eu não fico surpresa quando vejo essas notícias?

Na sua opinião alunos filmando professores durante a aula é um ato de perseguição? Estariam os professores sendo tolhidos do seu direito a liberdade de expressão quando pais ou alunos reclamam de alguma opinião sua emitida durante a aula? Será que a doutrinação nas escolas realmente existe?

Vamos destrinchar esse caso mergulhando nas profundezas do reino encantado do sistema educacional brasileiro, onde não existe doutrinação, Paulo Freire nunca foi aplicado e a vítima tem culpa no cartório.


O episódio do professor demitido
Mais um dia normal de aula na escola Poliedro, em São José dos Campos (SP); os alunos entram em mais uma aula de geografia, quando o professor começa a discorrer sobre as últimas eleições presidenciais e um deles decide filmar o que está acontecendo em sua sala de aula. Entre os absurdos ditos pelo docente estão as seguintes afirmações:

“Esse imbecil que ganhou, é porque foi a maioria que votou certo? Foi a maioria que votou, então foi democrático, ele ganhou certo? Foi democracia, ninguém obrigou ninguém a nada. Ele ganhou na moral certo? Lógico… pilantreando no facebook, no whats app, isso aí tudo bem. Tirando essa parte ele ganhou na moral”

“Só que sabe o que é pior? Quando a maioria que ganha quer que a outra parte se foda.”

“Então a gente tá vivendo um momento em que colocaram um imbecil lá que quer que preto, pobre, mulher, gay, transexual, o que for se ferre.”

“Ah, mas você achou bonito pra caralho ela falando em Libras né?”

Como se já não fosse absurdo o suficiente um professor emitindo suas opiniões pessoais acerca de assuntos político-partidários a linguagem adotada pelo meu colega de profissão é totalmente inadequada ao contexto de uma sala de aula do ensino médio.

Além do mais, as coisas que são ditas não passam de mera repetição das mentiras que são contadas à população através dos principais veículos de comunicação do país. Não entrarei neste mérito pois o foco do artigo é outro.

Em alguns momentos pudemos notar que alunos chegaram a esboçar tímidas tentativas de responder aos absurdos que estavam sendo vomitados por seu mestre, obviamente sem nenhuma chance de terem sua opinião ouvida. Esta atitude deixou muito claro que a intenção ali não era promover o debate e sim transmitir aos alunos opiniões pessoais que estão totalmente fora do conteúdo programático da disciplina.

Depois do vídeo ter viralizado na internet a escola demitiu o professor e publicou um comunicado falando sobre suas razões para ter tomado esta atitude, dentre elas o uso de linguagem imprópria e as declarações puramente ideológicas, que foram condenados pela instituição.


Professor Lacrou E Se Deu Mal
A forma como o ocorrido foi noticiado pela extrema imprensa também chamou minha atenção. Em sua quase totalidade, as manchetes deixaram subentendido que o professor foi demitido por ter feito críticas a Bolsonaro, quando na verdade o motivo principal foi ter se aproveitado da audiência cativa dos alunos para promover suas convicções ideológicas. Conseguem perceber a diferença?

Existe doutrinação na escola?
Apenas um parêntese antes de continuar atormentando vossas consciências. O que vemos em nosso sistema educacional já passou do estágio de doutrinação. Temos uma verdadeira lavagem cerebral, mas irei continuar usando o termo apenas com finalidade didática para melhor compreensão dos leitores.

Quando episódios desse tipo vêm à tona fica muito claro que há em nossas escolas uma forte doutrinação ideológica de cunho esquerdista. Isto acontece em todas as instituições de ensino do país, sejam elas públicas, privadas, militares, federais, confessionais, etc. Em algumas delas a doutrinação é mais insistente, escancarada e nociva, em outras mais discreta, mas nenhuma está totalmente livre.

Muitas vezes recebo mensagens de pais que se sentem aliviados porque seus filhos estudam em uma escola particular e por isso acham que eles estão livres de episódios dessa natureza. Ledo engano… Se o seu filho estuda no Brasil ele está sendo submetido a doutrinação esquerdista. Isso é um fato tão inexorável quanto o nascer do sol a cada dia.

E sabem porque isso acontece em todas as instituições de ensino do nosso país? Por uma simples razão: todos os professores foram formados dentro da metodologia sócio construtivista.

Nossas academias passam essa metodologia como se fosse a única maneira de exercer o magistério. Obviamente as universidades não falam isso explicitamente, apenas não mostram qualquer outro método. Qualquer semelhança com censura não é mera coincidência.

Por acaso vocês acham que eu deixaria de fora ele que é o “muso” da educação brasileira, o patrono de um dos piores sistemas de ensino do mundo, admirador da revolução cultural de Mao Tse Tung, aquele cuja obra jamais devemos criticar: Paulo Freire. Claro que não! Vocês sabem o quanto eu gosto de analisar sua fantástica pedagogia.

Para o nosso deus pedagógico a educação é um ato político, onde os professores ops! Desculpem minha falha… onde os educadores devem assumir o papel de agente de transformação social, e obviamente, essa transformação visa o ideal socialista marxista.

“Em nome do respeito que devo aos alunos não tenho por que me omitir, por que ocultar a minha opção política, assumindo uma neutralidade que não existe.”
Paulo Freire, Pedagogia da autonomia

“Minha presença de professor, que não pode passar despercebida dos alunos na classe e na escola, é uma presença política em si.”
Paulo Freire, Pedagogia da autonomia

“Antes mesmo de ler Marx já fazia minhas as suas palavras: já fundava a minha radicalidade na defesa dos legítimos interesses humanos.
Paulo Freire, Pedagogia da autonomia

Eu poderia fazer aqui muitas outras citações do nosso “muso” didático, mas creio que com essas já fica evidente que o professor do Colégio Poliedro apenas estava colocando em prática a metodologia freiriana. Não há nenhuma distorção nem deturpação aqui, ao contrário do que insiste em dizer a lacrosfera.

E é exatamente por isso que a esquerda tenta emplacar a todo custo a tese de que não existe doutrinação nas escolas, porque para eles isso não é visto como um desvio da função da escola e sim como o seu papel.

O direito à liberdade de expressão e à privacidade
É necessário esclarecer algumas coisas que deveriam ser óbvias para todos, como por exemplo o direito à liberdade de expressão e à privacidade na sala de aula. Será que um aluno que filma a aula está infringindo os direitos do seu mestre?

Em primeiro lugar, precisamos entender que dentro da sala de aula o professor tem liberdade de cátedra, o que é bem diferente de liberdade de expressão. O professor tem a liberdade de ensinar o conteúdo de sua disciplina da forma que achar melhor, mas ele não tem direito de deixar de lado a matéria e ensinar suas convicções ideológicas ou partidárias. A liberdade de expressão pode (e deve) ser exercida em sua vida particular, jamais dentro da escola durante o exercício de suas funções como docente.

Em segundo lugar, não há nada que seja feito dentro da sala de aula que deva ser resguardado sob sigilo. Os pais têm pleno direito de saber o que está sendo ensinado a seus filhos. Sério mesmo que alguém não consegue compreender isso?

Me causa muita estranheza um professor que se sente tolhido por um aluno que deseja filmar a aula; isso deveria ser motivo de alegria! Afinal, qual mestre não se sentiria honrado em saber que seu pupilo deseja ter o registro do que foi ensinado para que possa fazer a revisão da matéria? Será realmente que um adulto tem o direito de permanecer fechado em uma sala com crianças em total privacidade? O que está sendo feito lá dentro que não poderia ser feito na presença dos pais ou qualquer outra pessoa?

Por outro lado, o registro em vídeo das aulas poderia também auxiliar o próprio professor. Além do motivo já citado, a revisão do conteúdo, este arquivo poderia ser usado para esclarecer uma situação onde o aluno tivesse cometido algum abuso. Infelizmente há inúmeros casos de desacato ao professor que acontecem e não são punidos, e ter um vídeo mostrando o ocorrido seria fundamental para deixar tudo às claras.

Segundo o artigo publicado na Folha de São Paulo pela jornalista Mônica Bergamo, o aluno que gravou a lamentável cena também foi punido pela direção da escola. Pergunto a você, caro leitor, qual foi o abuso que este aluno cometeu? O que há de tão secreto em uma aula de geografia? Os pais que pagam mensalidades altíssimas não têm o direito de saber o que estão ensinando a seus filhos?

Neste caso, por se tratar de uma escola particular, devido à repercussão do caso e à pressão dos pais, o professor doutrinador foi demitido, mas os casos que acontecem aos montes nas escolas públicas não têm o mesmo fim. Essa cena se repete milhões de vezes todos os dias nas nossas instituições de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior e, na maioria das vezes, nem chegam ao conhecimento da população.

Para finalizar o artigo deixo uma pergunta para que vocês respondam nos comentários: a quem interessa que os alunos não possam gravar o que acontece dentro da sala de aula? #CriticaNacional #TrueNews #RealNews

Paula Marisa é professora de ensino fundamental na rede municipal em Canoas-RS e no ensino médio na rede Estadual no Rio Grande do Sul. Especialista em Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Seu canal no youtube possui mais de 250 mil inscritos e apresenta mais de 20 milhões de visualizações e pode ser acessadon nesse link aqui. Seu perfil no facebook pode ser acessado nesse outro link, e sua conta no twitter pode ser vista aqui. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews #Analfabetismo #Anafalbetismo Funcional #Bolsonaro Deturpou Freire #Construtivismo #Construtivismo de Piaget #Construtivismo na Sala de Aula #Eduardo Bolsonaro Paulo Freire #Educação Infantil #Freire #Jean Piaget #Legado #Marxismo #Método Paulo Freire Alfabetização #Olavo de Carvalho #Paula Marisa #Paulo Freire #Pedagogia da Autonomia #Pedagogia do Oprimido #Piaget #Professora Paula Marisa #Teoria da Aprendizagem


 

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