por paulo eneas
O deputado federal e vice-líder do Governo no Congresso, Marco Feliciano, protocolou semana passada na Câmara dos Deputados um pedido de impeachment do vice-presidente da República, Hamilton Mourão. No pedido, o deputado alega quebra de decoro e crime de responsabilidade em decorrência do que ele entende ser demonstração de deslealdade do vice-presidente em relação ao titular, o Presidente Jair Bolsonaro.

No entender do deputado, as manifestações públicas do vice-presidente evidenciariam uma deslealdade de Hamilton Mourão com o Presidente Jair Bolsonaro. Essa suposta deslealdade, no entendimento do deputado Marco Feliciano, caracteriza um crime de responsabilidade da parte do vice-presidente, passível portanto de um processo de impeachment.

Em nosso entender, a iniciativa do deputado Marco Feliciano não deve prosperar. Além do que, essa iniciativa não mira naquilo que o Governo Bolsonaro mais precisa nesse momento: coesão e unidade de ação da base conservadora e cristã que o elegeu. Jair Bolsonaro foi eleito justamente pela sua defesa de uma pauta representando um conjunto de valores e anseios dessa mesma base, que é a esmagadora maioria dos brasileiros, e que acreditamos serem os mesmos valores defendidos pelo deputado Marco Feliciano.

No entanto, apesar de considerarmos esse pedido de impeachment uma inciativa equivocada, que não endossamos de forma alguma, entendemos que sua origem reside em um descontentamento por parte de apoiadores do atual governo, fruto do desalinhamento de alguns dos comentários do vice-presidente com o programa conservador, anticomunista e antiglobalista vocalizado pelo então candidato Jair Bolsonaro.

Se esse desalinhamento entre as falas e condutas do vice-presidente, especialmente no trato com a grande imprensa, e o programa conservador aprovado nas urnas reflete alguma estratégia de dissimulação para fins de guerra política junto à opinião pública, essa suposta estratégia em nosso entender não tem produzido os resultados esperados, pelo contrário, tem servido para disseminar desorientação, dúvidas e desconfiança junto à base conservadora de apoio ao presidente.

Com o agravante de que a “estratégia” tem servido, isto sim, aos inimigos da Nação, que a tem utilizado para passar a imagem de que o Governo Bolsonaro seria um governo fraco, sem coordenação, e sem uma unidade político-programática.

Essa imagem ruim para a opinião pública, produto dessa suposta estratégia, é utilizada amplamente pela grande imprensa para fazer guerra política contra o governo. E no Congresso Nacional, ela repercute sob a forma de especulações a respeito da sustentabilidade do próprio governo.

Enfatizamos que não se trata de lançar dúvidas quanto à índole ou caráter das pessoas envolvidas, mas sim em relação à existência ou não de uma unidade programática no núcleo duro do governo, formado pelo presidente e o vice. Os brasileiros que elegeram Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão esperam ver em nosso governo a mesma unidade e o mesmo alinhamento de discursos, ideias e ações que se observa no governo americano com Donald Trump e Mike Pence.

Em nosso entender cabe aos conservadores dirigir a seguinte mensagem de cobrança a todos os membros do governo: não se trata de fazer impeachment de nenhum eleito, mas sim de exigir, na condição de eleitores que colocaram Bolsonaro e Mourão na chefia da Nação, que a unidade do governo seja priorizada e o compromisso com a pauta vencedora nas urnas seja respeitado, através da estrita aderência aos compromissos assumidos durante a campanha.

O Crítica Nacional apoiou o então candidato Jair Bolsonaro desde o começo, por conta de sua manifestação inequívoca a favor de uma pauta conservadora cristã, anticomunista e antiglobalista. Nosso apoio ao governo decorre do compromisso do agora Presidente Bolsonaro com essa pauta. Nesse sentido, nos sentimos à vontade para cobrar respeitosamente qualquer integrante do governo cujas falas e atitudes se desviem dessa pauta. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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