As Razões Para a Queda de 0.2% no PIB do Primeiro Trimestre

 

por paulo eneas
Na semana passada o IBGE divulgou o resultado do desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre desse ano. O total de riquezas geradas no período foi de R$1.714 trilhão, e correspondeu a uma redução de 0.2% em relação ao último trimestre do ano passado. O resultado também corresponde a um crescimento de meio por cento em relação ao primeiro trimestre do ano anterior.

Tão logo o número foi divulgado, a maioria dos comentaristas de economia da grande imprensa apressou-se em atribuir o resultado ao desempenho do Governo Bolsonaro. As supostas dificuldades na aprovação da Nova Previdência e a também suposta falta de “articulação política” por parte do governo foram, na visão da maioria desses comentaristas, as principais responsáveis pelo desempenho negativo do PIB.

Nenhuma dessas pretensas explicações é satisfatória. Em primeiro lugar, porque a legislatura atual do Congresso Nacional começou somente em primeiro de fevereiro. As discussões ainda preliminares sobre a PEC da Nova Previdência, que incluíram a formação da comissão especial para analisar a emenda, tiveram início somente depois.

Em segundo lugar, porque é e sempre foi rigorosamente falsa a ideia de que o governo não possui articulação política no parlamento. Os resultados das votações recentes, especialmente das Medidas Provisórias 870 e 871, evidenciam que essa suposta falta de articulação política sempre foi apenas uma narrativa inventada pela grande imprensa.

O resultado reflete expectativas anteriores dos agentes econômicos
O resultado do PIB nesse primeiro trimestre não tem relação alguma com o suposto bom ou mau desempenho do governo no mesmo período. O resultado reflete na verdade as expectativas bastante negativas que tomaram conta dos agentes econômicos cerca de oito meses atrás.

Estas expectativas negativas ficaram evidenciadas no comportamento da Bolsa de Valores no período de abril a junho de 2018. Em 27/04/2018 a bolsa atingiu 87.178 pontos. Daí para diante, abriu-se um período de pessimismo com quedas sucessivas, que atingiu seu mínimo em 19/06/2018, quando o Ibovespa registrou 69.068 pontos. Uma queda de cerca de 20.8% em cerca de dois meses. Dentre as razões para esse pessimismo estavam:

a) O então presidente Michel Temer havia desistido de sua proposta de reforma da previdência.

b) Havia incertezas no cenário eleitoral.

c) Havia um temor, que nós do Crítica Nacional sempre julgamos infundado, de que Lula pudesse ser solto e viesse a concorrer.

d) Houve o locaute do segmento de transporte de carga, que afetou e praticamente paralisou toda a economia nacional.

O pessimismo dos agentes econômicos naquele período manifestou-se de imediato no comportamento da Bolsa de Valores, e teve reflexo na economia real cerca de oito meses depois, o que correspondeu ao período do primeiro trimestre desse ano que, de maneira consistente e esperada, exibiu um recuo no PIB.

Ou seja, esse recuo não guarda relação com o atual governo, mas sim com o pessimismo dos agentes econômicos entre os meses de abril e junho do ano passado. O recuo está, portanto, consistente com o modelo e método de previsão de cenário econômico que apresentamos no artigo Expectativas Positivas: Economia Brasileira Poderá Crescer Até 2% Esse Ano, publicado há poucos dias, onde dissemos:

Não existe na história moderna da atividade econômica mundial nenhum período de expansão ou de retração da economia que não tenha sido precedido de uma valorização ou depreciação dos ativos financeiros nas Bolsas de Valores.

A assertiva acima mostrou-se correta na explicação para o comportamento negativo do PIB no primeiro trimestre desse ano. E conforme explicado no artigo linkado acima, também irá se mostrar correta a partir do segundo semestre, quando o excelente desempenho da Bolsa de Valores desde o início desse ano irá traduzir-se em uma retomada da economia.

Também conforme indicamos no artigo citado, esse método permite estimar um crescimento projetado do PIB da ordem de 2%, que é quase o dobro das projeções feitas pelos comentaristas de economia da grande imprensa. Temos elementos de convicção firmes o bastante para afirmar que quem apostar contra a economia brasileira esse ano irá perder. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews

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