por clau de luca
A ação da Polícia Federal que resultou até esse momento na prisão de quatro criminosos na Operação Spoofing, constitui-se no início de uma ação visando desbaratar uma possível organização criminosa voltada para a prática de crimes cibernéticos. O nome dado à operação, spoofing, corresponde um um tipo de falsificação ou dissimulação tecnológica que tenta enganar uma rede ou pessoa se passando por fonte confiável.

Os quatro criminosos foram presos na terça-feira dia (23/07) pela Polícia Federal, e transferidos para Brasília por determinação do juiz da Décima Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, que fundamentou a ordem de prisão temporária de:

Gustavo Henrique Elias Santos
Preso em São Paulo. Trabalha com shows e eventos, segundo os investigadores.

Suellen Priscila de Oliveira
Esposa de Gustavo

Walter Delgatti Neto
Preso na cidade de Araraquara, responde a processos por estelionato e foi filiado ao DEM, segundo a justiça eleitoral

Danilo Cristiano Marques

Os quatro presos foram levados para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e segundo o magistrado é indispensável que eles fiquem detidos para a obtenção de provas através de busca e apreensão nos endereços residenciais dos investigados, para desse modo evitar a ocultação e destruição de provas.

A Polícia Federal  também informou que vai investigar as invasões nos celulares do Ministro da Economia, Paulo Guedes, e da Deputada Federal Joice Hasselmann do PSL. Os presos também estão sendo investigados por terem invadido os celulares do desembargador Abel Gomes (TRF2), do juiz federal Flávio Lucas (18ª Vara Federal do Rio de Janeiro), e dos delegados da Polícia Federal Rafael Fernandes (São Paulo) e Flávio Reis (Campinas).

Com as investigações foram identificadas movimentações suspeitas nas contas de dois dos quatro investigados que, juntos, movimentaram mais de R$ 627 mil reais entre os meses de março e junho. Um dos presos possui uma renda mensal de R$ 2.800 e o outro, uma renda de R$ 2.100. Portanto, ficou demonstrada a incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda de cada um dos presos.

Segundo o juiz, será feito rastreamento dos recursos recebidos para identificar possíveis patrocinadores das invasões ilegais dos smartphones das vítimas. Conforme divulgado no site O Antagonista, a justiça solicitou às empresas de bitcoins Foxbit, Brasiliex e Mercado Bitcoin que informem se os presos têm carteira de investimentos na criptomoeda.

Caso isso seja confirmado, que sejam repassados ao Ministério Público e à Policia Federal o saldo e as movimentações de compra e venda da criptomoeda desde o início desse ano. O Antagonista também divulgou que a Polícia Federal identificou mais um elemento responsável por invadir o celular do ministro Sergio Moro. Este quinto elemento é Anderson José da Silva e foi o responsável pela clonagem do aparelho.

Anderson estava cadastrado na empresa BRVOZ que autoriza a modificação de um número de celular que faz a chamada. Desta forma, Anderson copiou o celular do ministro, enganou o Telegram e obteve acesso às mensagens. Ele também fez ligações para os celulares do Desembargador Abel Gomes, do Juiz Flávio Lucas e para os delegados de SP Rafael Fernandes e Flávio Vieitez Reis.

Na tarde de terça-feira (24/07) foi divulgada a informação de que Walter Delgatti Neto teria confirmado à Polícia Federal ser ele o responsável pela invasão dos celulares de Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, e outras centenas de autoridades dos três poderes. Walter Delgatti é considerado o líder do grupo e agora colabora com as investigações.

O inquérito está sendo conduzido pelo delegado Luiz Flávio Zampronha que em 2005 e 2006, presidiu o inquérito do Mensalão. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE