por paulo eneas
Há várias contradições presentes na entrevista que o presidente do STF concedeu semana passada à Revista Veja, afirmando que teria havido uma tentativa de derrubada do Presidente Bolsonaro entres os meses de abril e maio desse ano e que ele, Dias Toffoli, teria sido o principal responsável pelo debelamento dessa crise.

Uma delas diz repeito justamente ao conteúdo central de sua fala: o magistrado afirma ter participado de dezenas de reuniões para tratar do tema, e ainda diz ter tomado conhecimento de uma consulta feita por um militar quanto à legalidade do emprego das Forças Armadas em operações de garantia da lei e da ordem à revelia de uma ordem presidencial.

Se essa consulta de fato existiu e se a mobilização para derrubar o presidente de fato ocorreu, e se o presidente do Supremo Tribunal Federal tomou conhecimento dela e nada fez no âmbito de suas atribuições, temos um quadro de absoluta ilegalidade: pois ao tomar conhecimento da intenção de um crime e não ter agido para mandar prender aqueles que o planejavam, o ministro pode ter incorrido em prevaricação.

Diante desse relato, cabe indagar ao ministro o porquê de sua omissão. Cabe ainda indagar a ele os nomes das pessoas envolvidas na tentativa golpista e saber se estas pessoas estão ou estavam ocupando cargos, eletivos ou não, na administração pública. Cabe também indagar a razão de ele ter trazido esses fatos ao conhecimento público somente agora, supondo que tais fatos realmente ocorreram.

O que é inaceitável é o ministro Dias Toffoli trazer esse relato ao público, procurar o tempo todo apresentar-se como fiador de um suposto acordo cujos termos não ficaram claros, ter admitido que a suprema corte tenha atuado como agente político, e ainda insistir na ideia falaciosa de apresentar o STF como poder moderador da Nação. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews



 

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