por paulo eneas
Diferentemente do que havíamos avaliado no início, as manifestações desse domingo (25/08) foram bem-sucedidas ao não permitir que as pautas centrais que levaram milhares de pessoas às ruas, principalmente o impeachment de ministros do supremo e a rejeição à lei de abuso de autoridade bem como a defesa do pacote anticrime, fossem desvirtuadas no sentido de se tornarem hostis ao Presidente da República.

Ainda que a presença tenha sido menor do que nas manifestações de maio e junho, que foram massivas por serem explicitamente de apoio a Bolsonaro e às reformas, os atos desse domingo mostraram a disposição da militância bolsonarista de não permitir que grupos hostis ao Governo Bolsonaro, como o grupo Vem Pra Rua, dessem a tônica das manifestações, conforme mostramos em um vídeo ao final do artigo.

Ao contrário, como relatamos aqui, as tentativas de ataques ao presidente foram prontamente rechaçadas pelos manifestantes, como ocorreu com Marcelo Madureira no Rio de Janeiro-RJ. Mas essa conduta não foi uniforme: em cidades como Recife-PE, segundo relatos que recebemos, o grupo Vem Pra Rua deu a tônica da manifestação, contrária àquela do desejo e disposição da esmagadora maioria dos manifestantes.

Em São Paulo-SP, onde ocorreu a maior manifestação, houve “tomataço” nas figuras dos ministros do STF e as milhares de pessoas que ocuparam a Avenida Paulista deixaram claro seu apoio a Bolsonaro. As falas principais foram centradas na defesa da Lava Jato, no repúdio à Lei de Abuso de Autoridade, na defesa do pacote anticrime de Sérgio Moro, e no pedido de impeachment dos ministros do STF.

No entanto, cartazes defendendo o nome do procurador Deltan Dallagnol para a Procuradoria Geral da República, uma defesa que não fazia parte da pauta original dos manifestantes e que foi indevidamente colocada pelo Vem Pra Rua, também estavam presentes mas, segundo apuramos, não deram a tônica da manifestação.

O erro de insistir no #vetatudo da lei de abuso de autoridade
O ponto negativo das manifestações foi o erro de insistir na “exigência” de que o Presidente Bolsonaro vete integralmente a lei de abuso de autoridade. O erro político e estratégico dessa “exigência” foi exposto por nós no artigo Lei De Abuso De Autoridade: É Um Erro Exigir Do Presidente Vetar Tudo, publicado no próprio domingo e que pode ser acessado nesse link aqui.

Conforme apontamos no artigo, a “exigência” do veto total servirá para que, caso o Presidente Bolsonaro venha a optar pelo veto parcial seguindo as recomendações do Ministro Sérgio Moro, grupos alinhados com a grande imprensa venham a acusar o presidente de “traição”, de não estar atendendo ao apelo de seus eleitores, e outras acusações infundadas dessa natureza.

Esclarecimento de nossa posição
O Crítica Nacional havia informado ao seu público que não participaria das manifestações pelas razões expostas em nosso editorial de sábado. Queremos lembrar que não somos um grupo político ou movimento organizador de mobilizações, mas um veículo de imprensa, conservador e de direita e apoiador do Governo Bolsonaro e sem vínculos formais de qualquer natureza com o governo.

Como veículo de imprensa, nos ocupamos de trazer notícias e analisar cenários e fatos políticos, cabendo ao leitor concordar ou não com nossas análises e tomar as decisões que mais lhe aprouver. Nosso único compromisso é em primeiro lugar com a verdade, e com a defesa da agenda conservadora, de direita, cristã, antiglobalista e anticomunista do Presidente Bolsonaro.

Em nome dessa verdade trouxemos a público um fato concreto: a existência do risco que havia de instrumentalização das manifestações, para que elas se tornassem hostis a Bolsonaro. E detectamos isso pela ação desinformadora da grande imprensa, que há dias planta a falsa narrativa de conflito entre o Presidente Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro.

Detectamos isso também pelo tom politicamente intimidador ao presidente que o Vem Pra Rua usou em seus materiais de convocação. E com base nessas informações e em nossa análise, cumprimos nosso papel de alertar para esse risco.

E também em nome dessa verdade reconhecemos, aqui mesmo nessa reportagem, que a militância bolsonarista teve a grandeza de impedir que essa instrumentalização ocorresse, rechaçando as tentativas do Vem Pra Rua de atacar o presidente durante as manifestações, como nós mesmos mostramos em vídeos aqui em nosso jornal.

Portanto, muitas das críticas que estão sendo dirigidas ao Crítica Nacional, ainda que façam parte do jogo, decorrem da percepção equivocada sobre nosso papel: não somos grupo político organizador de manifestações e não temos “poder” (e nem queremos ter) de marcar ou cancelar manifestações, como chegou absurdamente a ser afirmado.

Somos um veículo de imprensa, apresentamos um cenário possível para as manifestações e que se confirmou em parte: a tentativa, felizmente frustrada, de um determinado grupo de manipular e instrumentalizar essas manifestações contra o presidente. Ao apresentar esse cenário, em nosso entender, emitimos um alerta que contribuiu para que essa manipulação não ocorresse.

No vídeo abaixo, o Vem Pra Rua é hostilizado público momentos após um orador ter desferido ataques ao Presidente Bolsonaro. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews



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