por clau de luca
O déficit primário (receitas menos despesas) das contas públicas brasileiras no mês de julho ficou em R$ 5,995 bilhões, conforme informado hoje pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia. No mesmo período em 2018, o déficit foi de R$ 7,448 bilhões. A arrecadação cresceu mais do que a inflação em julho, um fato positivo.

Nos sete primeiros meses deste governo o valor do déficit primário acumulado ficou em R$35,249 bilhões contra os R$39,081 no ano de 2018. A diminuição do déficit se deu pela redução de despesas discricionárias (não obrigatórias) que até julho de 2019 foram R$12 bilhões inferiores àquelas do mesmo período de 2018. Houve também um aumento de receita líquida de R$ 2,6 bilhões.

O problema do orçamento não é o teto dos gastos como dizem, e sim o crescimento das despesas obrigatórias, aumentaram em R$ 200 bilhões em um período de três anos. As despesas discricionárias, por sua vez, caíram entre 2016 e 2019. Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, é preciso aprofundar a discussão sobre o que determina o crescimento das despesas obrigatórias.

As despesas discricionárias estão no menor valor desde 2009, e isto significa um investimento público baixo, evidenciando que existe um problema fiscal que está concentrado nas despesas obrigatórias. Nenhum país tem o nível de vinculação e indexação que o Brasil tem.

A meta estipulada de déficit primário para 2019 pelo Governo Federal é de R$ 139 bilhões, e para isso foi feito o contingenciamento de R$ 31,22 bilhões do orçamento deste ano. Segundo informado pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Governo Federal está bem aquém do limite do teto de gastos este ano, e é a meta do déficit que está limitando as despesas para o ano de 2019. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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