O Presidente Bolsonaro está prestes a atingir a marca de 33 milhões de seguidores nas redes sociais, sendo um dos Chefes de Estado com maior popularidade no mundo todo, conforme mostramos no artigo Avaliação Do Governo Bolsonaro: A Guerra Dos Gráficos, que publicamos na última sexta-feira. Mas existem tentativas de minimizar a importância desse fato histórico. A principal delas é afirmar que os seguidores de Bolsonaro seriam perfis fakes.

A Agência de dados MrPredictions realizou uma análise comparativa de ferramentas de checagens de perfis no twitter, e verificou que existem duas ferramentas fortemente reconhecidas pelo público técnico para checagem de inscrições. A primeira chama-se Twitter Audit e a segunda chama-se Status People. Em ambas as ferramentas, o potencial de contas fake entre os seguidores do presidente é muito baixo: o Twitter Audit aponta 4% de possibilidades, e Status People aponta 5%.

Isso também não quer dizer que esse percentual seja de fakes confirmadas, mas sim de possibilidade de ser fake, possibilidade essa que somente pode ser comprovada por meio de uma verificação detalhada. Por exemplo, se a conta tem um nome com um apelido, ela pode ser qualificada como uma fake em potencial, mas ainda assim nesse caso poderia ser uma conta real.

No entanto, existem outros estudos que apontam um elevado potencial de fakes nas contas seguidoras do Presidente. Isso ocorre porque alguns veículos de mídia utilizam uma ferramenta inconsistente, chamada de Fake Followers Audit, da empresa Sparktoro. A leitura de Fake Followers Audit da Sparktoro é falha por diversos motivos:

a) A empresa utiliza um método de amostragem randômica que não apresenta qualquer validade estatística. Isto porque em um universo de mais de cinco milhões de seguidores somente no twitter, a ferramenta utiliza um total de dois mil seguidores para fazer a sua amostragem randômica. E esta amostragem é feita a partir dos cem mil seguidores mais recentes, conforme descrito pela própria ferramenta:

This audit analyzes a sample of 2,000 random accounts from the most recent 100,000 accounts that follow @jairbolsonaro.

Tecnicamente, esse critério para a escolha da amostra é considerado totalmente imprestável.

b)  A Fake Followers Audit emprega métodos altamente duvidosos e inconsistentes, tais como considerar como fake alguém que tenha menos de dez seguidores (suspiciously small number of followers), ou que seja seguidor de poucas contas (that follow an unusually small number of accounts.

No caso dos seguidores apontados do Presidente Bolsonaro apontados como supostamente fakes, 91% estão enquadrados nesses dois critérios. Ou seja, Sparktoro classifica como fake mais de dois milhões de pessoas, sob a frágil alegação de que tem menos de dez seguidores, ou de seguirem poucas pessoas, sem no entanto dizer quantas pessoas alguém deve seguir para não ser considerado fake.

c) Além disso, a ferramenta utiliza também outros critérios frágeis como atribuir o rótulo de fake para contas que façam poucas postagens, ou mesmo contas que utilizem a imagem padrão do twitter como imagem de perfil, ou que fiquem mais de noventa dias sem atividades. Tal levantamento, portanto, não pode ser considerado consistente.

Uma inconsistência de método que a própria ferramenta de análise aponta
A maior prova desta inconsistência é a enorme disparidade apresentada pelos próprios números da Sparktoro. Com base nesses critérios duvidosos, o site apontava 60.9% de fakes entre os mais de cinco milhões de seguidores do Presidente Bolsonaro no Twitter no dia 11/05, conforme levantamento realizado pelo UOL.

Em levantamento similar realizado hoje (23/09) a mesma leitura, com os mesmos critérios, aponta um resultado de 42.4%. Uma discrepância de quase 50% do universo, em menos de um semestre. Uma diferença tão brutal denota que os resultados da Sparktoro são instáveis e não são confiáveis. Por sua vez, o Twitter Audit e Status People têm dados mais consistentes, mais estáveis e mais confiáveis.

Outro fato que demonstra inconsistência lógica dos dados da Sparktoro é que a sua própria ferramenta faz uma análise de consistência da conta, e no caso do Presidente Bolsonaro aponta um grau de consistência de 99/100, denominado sparkscore, e um índice de engajamento na casa de 90/100.

Esse dado da própria empresa deixa no ar uma grande dúvida sobre a confiabilidade da análise da ferramenta Fake Followers Audit, pois o estudo aponta um percentual muito elevado de contas fake (entre 40% a 60%), e mesmo assim classifica essa mesma conta como 99% confiável (!).

O que se percebe nesse assunto é que mais uma vez a grande mídia e suas instâncias de produção de indicadores, como o Ibope e Datafolha ou UOL, utilizam dados com perfis duvidosos, como por exemplo uma base amostral (semelhante às tais pesquisas de opinião tradicionais), totalmente randômica, distorcida e irregular.

O que observamos também é que ao falar sobre a autenticidade ou não de seguidores, muitos veículos nem mesmo se dão ao trabalho de utilizar outras fontes de verificação, optando por divulgar um levantamento unilateral como esse da Sparktoro que, curiosamente, acaba gerando resultados que coincidem com a visão ideológica de constante crítica a um governo eleito legitimamente.

Esse tipo de inferência não é confiável, e não se pode chamar isso de jornalismo. Trata-se de ativismo político, militância travestida de interpretação de dados técnicos. De acordo com os dados apresentados por Twitter Audit e Status People, são pessoas de verdade que compõe a imensa maioria dos seguidores do Presidente Bolsonaro nas redes sociais. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews

Seguem-se abaixo os prints de tela com os dados das ferramentas de auditoria mencionadas nesta reportagem:


<font color=#ffffff>Estudo de Audit Score Comprova: Mais de 95% dos Seguidores de Jair Bolsonaro São Reais</font>

<font color=#ffffff>Estudo de Audit Score Comprova: Mais de 95% dos Seguidores de Jair Bolsonaro São Reais</font>

<font color=#ffffff>Estudo de Audit Score Comprova: Mais de 95% dos Seguidores de Jair Bolsonaro São Reais</font>


 

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