por clau de luca
A participação mais impactante de toda a Conferência do CPAC Brasil 2019 foi a da Ministra Damares Alves, do Ministérios dos Direitos Humanos. A Ministra Damares começou seu discurso com uma frase de impacto:

Alô Brasil! Eu estou há quase 24h com esse público, maioria jovem e ninguém me ofereceu ainda um cigarro de maconha e nenhuma menina ainda introduziu um crucifixo na vagina. É isso! É apenas isso! Somos criticados porque respeitamos os símbolos religiosos, somos criticados por defendermos crianças da erotização, somos criticados porque queremos unir a Nação.

A Ministra Damares aproveitou ainda, sabendo que estava ao vivo, para mandar um recado ao bispo que atacou os conservadores na missa em Aparecida. O religioso afirmou para tomarem cuidado com “O dragão do conservadorismo”, e rotulou a direita como sendo violenta.

Segundo a Ministra, o Brasil já mudou. Os números mostram. E nós estamos incomodando. Eles não aceitam os conservadores no poder. Para a tristeza da esquerda, nunca se falou tanto em Direitos Humanos no Brasil. Nunca se defendeu tanto os direitos humanos como se defende hoje. Estamos protegendo todos, e disse:

O presidente “machista”, somente neste ano, sancionou seis leis de proteção à mulher. Chora esquerda, chora!

Para Damares, o CPAC Brasil 2019 é o evento que ela esperou por mais de vinte anos. Um evento que será um divisor de águas do conservadorismo no Brasil e no qual ela mandou um recado aos conservadores:

Nós não podemos subestimar o outro lado. Temos que nos organizar de uma forma mais profissional, de uma forma mais madura.

Damares pediu que desde já se pense nas eleições de 2020 para eleger o maior número de vereadores e prefeitos. E fez uma homenagem a um grupo de conservadores que há anos trabalha no Congresso junto a ela antes de ser ministra e o cuidado que devemos ter.

A Ministra citou como a esquerda joga sujo, dando exemplo sobre um projeto de lei que visava criar um Ministério da Pesca e, numa emenda de n° 34, no meio desse projeto, criava o Conselho Nacional de Promoção da Cidadania de Gays Lésbicas Bissexuais e Travestis. No meio de um projeto de lei sobre pesca!  E esse exército silencioso comandado por Damares Alves conseguiu barrar o tal jabuti presente no projeto.

Damares citou como a esquerda tenta há mais de vinte anos aprovar o aborto no Brasil. E citou que após a união da bancada católica e evangélica as coisas começaram a melhorar.

Sobre a descriminalização das drogas, a ministra mencionou um projeto do ex-deputado Jean Wyllys, que assegurava a cada pessoa o direito de plantar doze pés de maconha em casa, seis maduros e seis verdes. O projeto de número 7270/2014 trazia no seu artigo 7 um dispositivo que liberava a maconha e libertaria retroativamente todos os que foram presos por traficar a droga no Brasil.

Damares Alves falou também sobre o PNDH 3, um decreto presidencial que ainda está em vigor. O projeto trazia dispositivo que estabelecia o reconhecimento de todas as configurações familiares, e tinha como base a desconstrução da chamada heteronormatividade. O ataque persistiu com um projeto de lei do Ministério da Cultura chamado de desprincesamento, que visava proibir chamar menina de princesa com base no PNDH 3.

Agora, diz a ministra: menino vai ser menino, menina vai ser menina e vão vestir a cor que quiser.

Damares Alves relatou também que  “o deputado que foi embora” apresentou um projeto de lei que queria permitir que criança mudasse de sexo sem o consentimento dos pais. Não conseguiu. E agora, o exército silencioso virou uma multidão com a eleição de Jair Bolsonaro.

Para Damares, esse governo veio interromper um ciclo de dor e de sofrimento. Crianças estavam sob ataque. Politicas públicas eram uma mentira. A esquerda escondia as violações de direitos humanos que eles cometiam. Eles negam o infanticídio indígena no Brasil. Fazem isso agora durante o Sínodo da Amazônia em Roma.

Para ela, e para o Presidente Jair Bolsonaro, a maior violação de Direitos Humanos no Brasil foi a corrupção, e este governo vai combater a corrupção à luz dos direitos humanos. Afirmou que este governo veio para proteger a todos e fez um pedido aos conservadores para que continuemos.

Damares afirmou que não vamos conseguir fazer tudo em quatro anos. Para ela, serão necessários no mínimo doze anos para mudar o Brasil:

Estou falando em reeleição, sim. Se o presidente não quer, se ele não quer ser presidente mais, eu estou falando em nome dos conservadores. Deus vai ter que levantar outro conservador, nós não vamos mais suportar esta Nação ser governada por sanguinários e violadores de direitos que é a esquerda, não a direita.

Damares Alves pediu apoio dos conservadores, e disse que o preço que o Presidente Bolsonaro paga e que os ministros também estão pagando é um preço muito alto. E finalizou:

Que Deus abençoe o Brasil. Que Deus abençoe os conservadores. Nós não temos medo. Nós vamos continuar. Nós estamos construindo uma grande Nação!


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