por clau de luca e paulo eneas
Conforme noticiamos em nota publicada ontem (11/11), o Presidente Bolsonaro tomou a decisão de sair do PSL e formar uma nova agremiação partidária. Segundo o presidente, a situação no partido pelo qual ele elegeu-se estava insustentável, e não havia outra alternativa senão a sua saída da agremiação comandado por Luciano Bivar.

O anúncio oficial do novo partido que o presidente pretende fundar será feito hoje (12/11) durante reunião no Palácio do Planalto. Participarão desta reunião os deputados do PSL que ficaram ao lado do Presidente Bolsonaro na disputa interna com Luciano Bivar, chefe do PSL e um dos pivôs da crise que levou o presidente a deixar a agremiação.

Não foram convidados para esta reunião deputados que entraram em choque com o Presidente Bolsonaro nas últimas semanas. Entre eles estão os deputados Joice Hasselmann (PSL-SP), Luciano Bivar (PSL-PE), Junior Bozella (PSL-SP) e Delegado Waldir (PSL-GO).

Novo partido poderá já nascer grande
Nesta reunião de hoje serão discutidos detalhes da criação desse novo partido. A decisão do presidente de sair do PSL e formar um novo partido provocou movimentação nos corredores da Câmara dos Deputados.

Pois além dos parlamentares bolsonaristas, já existem deputados de outros partidos interessados em migrar para a nova sigla do Presidente da República. A avaliação preliminar apresentada é de que esse novo partido formaria a maior bancada na Câmara já em 2020.

O deputado Bibo Nunes (PSL-RS) afirmou que se pudesse já se desfiliaria do PSL. O deputado explicou que a legislação estabelece que deputados que migrarem para outro partido criado do zero, uma legenda nova, não correm risco de perder o mandato e não precisam aguardar a janela de transferência partidária.

O novo partido já teria um nome: Aliança Pelo Brasil. Nas redes sociais, os eleitores e apoiadores do presidente já se prontificaram a coletar em tempo recorde as assinaturas necessárias. Foi sugerido também o uso de um aplicativo para registro de nomes de apoiadores, que seriam validados através de biometria.

No entanto, não existe ainda posição do TSE quanto à validade desse tipo de coleta de assinaturas. A legislação partidária estabelece que o novo partido precisa coletar 500 mil assinaturas e entregá-las ao Tribunal Superior Eleitoral até março de 2020, para que a nova agremiação seja legalizada em tempo hábil para disputar as eleições de 2020.

Por sua vez, o PSL já prepara uma ofensiva contra o novo partido do Presidente Bolsonaro. Deputados que apoiarem a nova legenda serão alvos de pedido de expulsão e de retomada de mandatos, e os registros feitos em cartórios eleitorais serão impugnados.

Em contrapartida, advogados de Bolsonaro tentarão levar parte do fundo partidário ao trazer deputados para a nova sigla. Caso não seja possível, irão solicitar que o valor retorne aos cofres da União. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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