por paulo eneas
Em entrevista concedida so jornalista Mario Sergio Conti da Globo News na semana passada, o ministro do STF Gilmar Mendes foi taxativo e inequívoco ao dizer o que pensa da Lava Jato. Ele afirmou textualmente:

“Nós deixamos esse bicho crescer demais, isso virou uma instituição, passou a ameaçar pessoas, e passou a cometer delitos,  como nós vimos nas informações aí, da Vaza Jato”.

O que temos nessa declaração do ministro Gilmar Mendes são os seguintes elementos, todos eles de uma gravidade ímpar:

a) O ministro lamenta que uma operação de combate à corrupção e crimes correlatos tenha crescido demais, segundo suas palavras. Ou seja, a operação atingiu criminosos e corruptos que não deveriam ter sido atingidos, como por exemplo figuras de proa dentre os políticos tucanos.

b) A retórica de que “virou uma instituição” é uma maneira dissimulada de dizer que a operação conduzida por três instituições de Estado – Justiça Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal – ganhou um inédito e expressivo respaldo junto à população. E justamente por conta deste respaldo, o estamento burocrático do qual o ministro faz parte, entende que ela deve ser parada.

c) Ao dizer que o “bicho” da Lava Jato passou a ameaçar pessoas, o ministro admite implicitamente que a operação representou o fim da certeza da impunidade e da intocabilidade para aqueles que sempre cometeram delitos e todo tipo de crime de colarinho branco, envolvendo desvio e roubo de recursos públicos.

d) Um ministro da suprema corte nacional considera evidência de um suposto delito, um conjunto de informações obtidas por meio do roubo de conversas privadas de agentes públicos federais, ignorando a regra básica do direito, segundo a qual jamais se pode admitir em um processo a apresentação de provas obtidas ilegalmente.

Esses quatro elementos identificados numa única fala, além de outras evidências bastante robustas, constituem-se em razões mais do que suficientes para que Gilmar Mendes seja afastado do Supremo Tribunal Federal por cometimento de crime de responsabilidade. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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