por paulo eneas
Ao fazer menção ao AI-5 durante um pronunciamento essa semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, usou de um recurso expressivo figurativo cujo sentido deveria ser óbvio para um interlocutor honesto: Paulo Guedes alertou da tentativa da esquerda de promover desordem e caos social, como vem ocorrendo no Chile e na Colômbia, e das consequências que essas ações terão para o País.

Paulo Guedes denunciou o caráter criminoso e antidemocrático dessa intenção da esquerda, especialmente a esquerda petista liderada por seu chefe político condenado pela justiça e agora solto, mas não livre, por decisão do STF. Condenou a intenção dessa esquerda, manifestada pela fala de seu líder que deveria estar na cadeia, de desestabilizar o País e tentar derrubar um governo legalmente constituído.

Paulo Guedes denunciou a intenção da esquerda de cometer crime contra o País e contra a ordem social, e apontou um desdobramento esperado caso esse crime venha a ser cometido pelos petistas e pelo resto da escória comunista aliada ao crime organizado: diante de um cenário de conturbação social, vozes irão erguer-se na sociedade exigindo medidas duras de contenção. E Paulo Guedes arrematou:

“Não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática.”

A frase tem um sentido óbvio: o ministro alerta sobre um possível desdobramento de um cenário de conturbação, decorrente do crime que a esquerda pretende cometer. O alerta não se constitui endosso, pelo contrário: o ministro faz um apelo em defesa da democracia e da ordem social, ao mesmo tempo em que denuncia a intenção criminosa dos petistas e do resto da esquerda.

Mas a própria esquerda, muito bem representada nas redações de jornais e revistas e nos estúdios de rádio e televisão, bem como parcela expressiva da classe política, viu na denúncia e no alerta do ministro, somente um possível cenário conjecturado, mas de modo algum endossado por ele. A reação que seguiu-se então foi esquecer o caráter grave da denúncia, e ater-se emocionalmente à menção figurada ao AI-5.

Esse comportamento da esquerda e da classe política, e principalmente da grande imprensa, revela a mistura de desonestidade e analfabetismo funcional que permeia a vida pública e a elite política e jornalística nacional.

Trata-se da mesma elite que não enxerga o risco à vida pública denunciado pela fala de Paulo Guedes. Mas enxerga risco apenas no uso da palavra AI-5, que tornou-se amaldiçoada pela classe falante. Como se o risco estivesse no uso das palavras, e não nas ações criminosas concretas que a esquerda pretende empreender. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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