por paulo eneas
A repórter Alessandra Monnerat Ferreira, do jornal O Estado de São Paulo e do blog Estadão Verifica, entrou em contato nesta quinta-feira (28/11) conosco e também o Jornal da Cidade Online, fazendo questionamento a respeito de uma matéria publicada por este jornal que, por sua vez, era uma reprodução autorizada de matéria original publicada no último domingo (24/11) pelo Crítica Nacional.

A matéria intitulada Pesquisas Mostram Melhora Na Avaliação Positiva Do Governo Bolsonaro, e que pode ser vista nesse link aqui, traz informações sobre o crescimento da avaliação positiva do Governo Bolsonaro em período recente, conforme levantamentos feitos pelos institutos de pesquisas tradicionais. A este propósito, o título da matéria, como é de praxe do Crítica Nacional, deixa muito claro para o leitor o conteúdo abordado.

No questionamento feito por email tanto ao Crítica Nacional, quanto ao Jornal da Cidade Online, a jornalista do Estadão afirma que “o texto compara resultados de pesquisas diferentes e não menciona que a rejeição ao governo cresceu”, e em seguida solicita-nos uma resposta às seguintes perguntas, feitas por meio de afirmações, que foram as seguintes:

1) O texto compara resultados de pesquisas diferentes.

2) Não menciona que a rejeição ao governo cresceu.

O entendimento que o Crítica Nacional tem a respeito do tema, e que deixaremos explicitado abaixo para nossos leitores, é o seguinte:

a) O título do nosso artigo é bastante claro: “Pesquisas mostram melhora na avaliação positiva do governo Bolsonaro”. O título, bem como o conteúdo, não deixam dúvidas: abordamos um fato objetivo, expresso em números aferidos por institutos de pesquisa tradicionais, que exibem uma melhora na avaliação positiva do Governo Bolsonaro, ponto.

b) Cada veículo de imprensa decide o conteúdo a ser publicado de acordo com sua linha editorial. O Crítica Nacional escolheu e decidiu publicar a informação, disponível ao público nos websites dos institutos de pesquisa tradicionais, que exibem aumento na avaliação positiva do Governo Bolsonaro. O leitor que leu o artigo sabia exatamente do que se tratava, pela clareza e objetividade da manchete.

c) Se houve também nesse período um aumento da avaliação negativa do governo, cabe ao veículo de imprensa que assim o desejar, coletar essa informação e exibi-la para seus leitores. E espera-se que essa coleta e divulgação da informação do suposto aumento na avaliação negativa, sejam feitos com a mesma transparência, rigor e clareza que empregamos na divulgação de nossa matéria.

d) A afirmação feita pela repórter de que a avaliação negativa cresceu, não possui respaldo. É fato que, utilizando a mesma série histórica, pode-se observar que em relação a pesquisa XP do mês de agosto, houve o registro da maior diferença entre os itens “Bom/Ótimo” e “Ruim/Péssimo”. Naquela pesquisa, integrante da mesma série histórica, a diferença era de 11%. Na última pesquisa registrada na série histórica, essa diferença baixou para 4% em novembro, conforme mostra o gráfico abaixo:

<font color=#ffffff>Jornal Estadão Questiona Matéria do Crítica Nacional Que Mostra Aumento na Aprovação do Governo Bolsonaro</font>

e) Portanto, a repórter Alessandra Monnerat Ferreira comete um equívoco quando afirma que a rejeição ao governo cresceu. Essa assertiva não é verdadeira, pois se considerarmos os resultados anteriores da própria pesquisa XP, pode-se inclusive afirmar o contrário. Pois os dados da XP mostram que a avaliação Ruim/Péssimo saiu de 41% em agosto para 39% em novembro.

f) O questionamento leva-nos a supor que os critérios de “checagem” do Estadão são tais que questionam a utilização de pesquisas diferentes para mostrar o crescimento da avaliação positiva do governo, mas consideram aceitável usar desse mesmo recurso para inferir um crescimento da avaliação negativa.

g) Cumpre lembrar que não se pode fazer “fact check” a pretexto de afirmar uma determinada visão política ou linha editorial.

h) Sobre serem resultados de pesquisas diferentes, o texto do Crítica Nacional deixa bem claro: a análise coteja pesquisas diferentes realizadas por institutos diferentes, e deixamos isso claro para o leitor. O objetivo é exatamente  demonstrar que mesmo pesquisas diferentes estão apontando para um cenário de crescimento dos itens “Bom/Ótimo”, ou seja, um crescimento da avaliação positiva do Governo Bolsonaro. A pergunta da jornalista do Estadão é, portanto, contraditória.

Considerações finais
Quando é feito um comparativo de série histórica sobre os dados dos institutos de pesquisas, é necessário que as pessoas tenham acesso a esse tipo de informação, de modo a poder visualizar esses dados como um conjunto, e não somente como pontos isolados.

Entendemos que o questionamento da jornalista está, portanto, contaminado por viés opinativo que expressa uma prévia tendência política, com o objetivo de ofuscar o crescimento dos itens “Bom/Ótimo” e afirmar equivocadamente que “a rejeição ao governo cresceu”.  #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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