por paulo eneas
O movimento revolucionário não mede esforços para empregar todo tipo de manipulação linguística para levar adiante seus propósitos. Pois é também na esfera dos discursos e das narrativas reais ou construídas que se dá a guerra política. Ciente desse fato, a esquerda procura estabelecer o repertório e o vocabulário aceitável, proibido ou obrigatório para os discursos políticos, e assim passar a ditar a pauta do debate público.

Para esta finalidade, a esquerda ocupa-se em exercer a manipulação e a deturpação do sentido original das palavras, valendo-se também da criação de termos novos desprovidos de conteúdo ou significado real. Na maioria das vezes, os termos e expressões talhados para fins de guerra semântica por parte da esquerda, expressam práticas políticas que correspondem exatamente o oposto do que o termo original sugere.

Um exemplo dessa manipulação linguística é a palavra diversidade. O vocábulo foi colocado no repertório político por intelectuais de esquerda para, a partir de seu significado original, servir de justificativa e legitimação das concepções e das práticas racistas e sexistas que a esquerda sempre adotou, mas que passariam a estar devidamente legitimadas e justificadas em nome desta diversidade, que passou a ser sinônimo da cultura diversitária.

Assim, políticas públicas excludentes, segregacionistas, sexistas e racistas destinadas a experimentos de engenharia social e que sempre fizeram parte das concepções autoritárias da esquerda, tais como cotas étnicas ou raciais ou sexuais ou mesmo de orientação sexual no trabalho e no meio acadêmico, passaram a ser justificadas em nome da suposta diversidade.

Muitas vezes a política diversitária da esquerda é justificada, principalmente no meio acadêmico, como se ela fosse fator de melhoria da produtividade do meio onde é aplicada. E esta afirmação por si só é tomada como uma verdade evidente por si mesma, cujo questionamento não caberia – e se houver qualquer propensão ao questionamento, ele seria prontamente inibido pela mordaça do politicamente correto.

A mentalidade diversitária da esquerda traz implícito o seu racismo
Mas é fato que não há evidência científica alguma de que uma suposta diversidade étnica ou sexual (que a esquerda chama convenientemente de diversidade de gênero) em qualquer ambiente social humano, seja ele acadêmico, empresarial, político,  governamental, ou artístico, produza melhores resultados, sob quaisquer critérios.

A própria noção de que a diversidade seja agregadora em termos de melhores resultados para um grupo é por si só racista e sexista, pois pressupõe diferentes tipos de habilidade cognitivas associadas diretamente ao sexo, ou a orientação sexual ou ao grupo étnico a que um individuo pertence.

Mas esta é justamente a noção basilar do eugenismo, que apresenta-se como fundamento pseudocientífico do racismo. Pois não há evidência científica alguma da existência de diferenças de habilidades cognitivas entre seres humanos associadas a tais traços definidores do sexo, etnia ou orientação sexual.

Portanto, a noção de que diversidade seja um valor intrinsecamente bom e de benefícios auto-evidentes, não passa de mais uma tese pseudo-acadêmica, como o aquecimento global antropogênico ou ambientalismo, que serve para ser usada como pretexto para fins de engenharia social, destinada a levar adiante a agenda ideológica da esquerda, às custas de práticas racistas e sexistas.

O fetiche pela diversidade, que se insere no escopo do politicamente correto, acaba portanto se prestando a ser legitimador de práticas racistas e sexistas supostamente justificáveis por motivos nobres, como sempre ocorre nas práticas políticas da esquerda.

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