por angelica ca e paulo eneas
“A Europa somente será salva se retornar à fonte de seus verdadeiros civilizacionais e à sua identidade cristã.”
 Foi com essa expressão que o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, abriu na última terça-feira (26/11) a Segunda Conferência Internacional Sobre Perseguição Aos Cristãos, realizada esta semana em Budapeste, capital da Hungria.

Viktor Orbán falou sobre a onda de imigração crescente que invade a Europa. Defendeu que os imigrantes devem receber apoio no local onde estão os problemas, e que não é o caso de importar problemas para o continente europeu: “precisamos apoiar essas pessoas para que fiquem em casa, e não para emigrarem.”

Em uma enfática defesa do cristianismo e contra as políticas de imigração globalistas da União Europeia, Viktor Orbán lembrou que na Hungria existe um forte sentimento contra a imigração e em favor da proteção ao cristianismo. O premier húngaro afirmou que seu país está na rota da invasão islâmica e que por isso a Hungria precisa se proteger, uma vez que o país possui o direito de preservar sua cultura.

Segundo Viktor Orbán, para salvar a Europa do colapso civilizacional, é preciso ajudar aqueles que são perseguidos no Oriente Médio. Em troca, afirmou o premier, os europeus ganharão de volta o cristianismo. Ele enfatizou que o povo e o governo húngaro acreditam que as virtudes cristãs podem levar a paz e a prosperidade para aqueles que exercitam essas virtudes.

O primeiro-ministro lembrou que a própria Constituição da Hungria estabelece que a proteção da auto-identidade nacional húngara, bem como a preservação de sua cultura cristã, são obrigações de todos os órgãos do Estado: “essa herança nos impõe a obrigação de proteger e usar nossa força para defender comunidades cristãs em todo o mundo.”

O discurso do líder húngaro foi interrompido diversas vezes por aplausos entusiasmados, principalmente quando o premier fez a leitura de trechos do pronunciamento do Papa João Paulo no ano 2000, quando comemorou-se o milésimo aniversário da Hungria como nação cristã:

“Quando Santo Estevão escreveu suas advertências para seu filho Emeric, ele estava falando apenas com o filho?”, perguntou o papa polonês. “Ele não escreveu suas advertências para todas as gerações futuras de húngaros, para todos os herdeiros de sua coroa? O povo e o governo húngaro acreditam que o cristianismo pode ajudar povos e nações a sobreviver, como nos ajudou”.

O primeiro-ministro lembrou que aqueles que tratam a perseguição de cristãos apenas como um problema puramente humanitário, deixam de mencionar o que há de mais importante: não são apenas as pessoas e as comunidades, mas também a cultura cristã como um todo que está sendo submetida a um ataque organizado e abrangente.

Viktor Orbán mostrou que esse ataque vem sendo realizado através da substituição da população, imigração, estigmatização, insultos e a mordaça do politicamente correto. Mas o premier lembrou que na Hungria a situação é diferente: existe a estabilidade política do país e também uma atmosfera anti-imigração, e uma maioria que exige a proteção da cultura cristã.

Segundo Orbán, o ponto de partida da política húngara é o princípio de que os cristãos têm o direito de defender sua cultura e a forma de vida que dela deriva. Afirmou ainda que o maior erro que os europeus podem cometer sobre a perseguição aos cristãos é acreditar que isso nunca poderá acontecer no continente.

O premier lembrou que o terror tomou conta da Europa diversas vezes, e que os países ocidentais da Europa deram ao Estado islâmico muitos soldados, e as massas que seguem o Islã radical chegaram à Europa como parte dos fluxos imigratórios ilegais e descontrolados.

Viktor Orbán concluiu mostrando que segundo previsões demográficas, em um futuro não muito distante, haverá países europeus em que as proporções religiosas e culturais mudarão rapidamente. E que a Europa só poderá ser salva desse destino se conseguir encontrar o caminho de volta à sua identidade cristã. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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