por paulo eneas
O aspecto mais abjeto da CPMI das Fake News, que para todos os fins práticos deve ser entendida como CPMI da censura, é sua flagrante intenção de promover cerceamento da liberdade de expressão na internet.

Essa intenção autoritária vem como desdobramento da recusa por parte do establishment político, do qual faz parte a esquerda socialista-comunista e social-democrata, em aceitar que uma parcela da população brasileira decidiu ter voz própria na arena política e na esfera na guerra cultural, valendo-se do uso da internet para essa finalidade.

Essa voz própria, espontânea, de cidadãos comuns que se manifestam politicamente pelas redes sociais, abalou em parte a hegemonia absoluta que os porta-vozes desse establishment político (leia-se, a grande imprensa) exerceram nas últimas décadas no influenciamento da opinião pública.

E diante da atuação desses novos players na arena da opinião pública, a reação do establishment político e de seus porta-vozes representados pela grande imprensa, tem sido clara e inequívoca: a reação vai no sentido de tentar deslegitimar esses players, por meio da tentativa de criminalização de sua atuação.

E esta tentativa de criminalização é feita construindo-se uma narrativa mirabolante e delirante de que a atuação política espontânea e difusa de brasileiros comuns na arena da opinião pública por meio da internet é uma ação criminosa, orquestrada e centralizada, que atende a um comando central, e que tem por objetivo assassinar reputações e promover discurso de ódio.

Foi basicamente isso, com variações de tons, que a deputada Joice Hasselmann afirmou ontem (04/12) nas mais de três horas de seu patético depoimento na CPMI da Censura, tendo sido o tempo todo escudada e respaldada pelos parlamentares comunistas.

E não sem razão, do ponto de vista deles: Joice Hasselmann ontem prestou um enorme serviço aos comunistas e ao resto da esquerda, ao conferir “legitimidade” à estratégia que essa esquerda e o establishment político estão criando para cercear a liberdade de expressão. Um cerceamento que vem acompanhado do esforço para blindar o segmento corrupto desse establishment político e, obviamente, para tentar derrubar o Governo Bolsonaro.

O delírio representado pela ideia da existência de um suposto Gabinete do Ódio, criação que reúne toda patologia mental própria de stalinistas temperada com ilações orwellianas, que supostamente centralizaria e coordenaria toda a ação de uma suposta milícia digital, constitui-se num duplo insulto. Primeiro, um insulto à inteligência média das pessoas, ao esperar-se que deem crédito a essa narrativa delirante.

O segundo insulto é a todas as pessoas de bem que, no exercício pleno de sua cidadania, decidem manifestar-se politicamente pela internet. Ao insultar milhões de pessoas, acusando-as de milicianas e mesmo de robôs, e de serem soldados de um imaginário gabinete do ódio, os construtores dessa narrativa endossada ontem por Joice Hasselmann, mostram o desprezo que eles têm pela liberdade de expressão e pela manifestação política livre e espontânea das pessoas comuns. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews