por angelica ca e paulo eneas
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (09/01) uma resolução determinando que o presidente norte-americano, Donald Trump, deva buscar a aprovação do Congresso antes de iniciar outras ações militares contra o Irã. A resolução não é vinculativa para o presidente e não exigiria sua assinatura.

A medida aprovada pela maioria progressista socialista e comunista da Câmara tem por objetivo proteger o regime de ditadura teocrática muçulmana e inibir as ações legítimas do governo para a defesa dos interesses estratégicos norte-americanos.

A medida foi aprovada por 224 votos a favor e 194 contra, e agora vai para o Senado. A resolução baseia-se em resolução original dos poderes de guerra de 1973, que estabelece que os efetivos militares norte-americanos envolvidos em ações fora dos Estados Unidos serão removidos pelo presidente se o Congresso norte-americano assim o decidir por resolução simultânea.

O texto da medida “instrui o presidente a encerrar o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos para se envolver em hostilidades no ou contra o Irã”, a menos que o Congresso tenha declarado guerra ou especificamente autorizado os Estados Unidos a se envolverem em hostilidades, ou se esse uso de forças militares norte-americanas for necessário e apropriado para a defesa contra um ataque iminente contra os Estados Unidos.

De acordo com Constituição norte-americana, a autoridade para dirigir a ação militar é dividida entre o Congresso e o Presidente. O Congresso tem o poder de declarar guerra, enquanto o presidente, como comandante em chefe, tem o poder de usar as Forças Armadas para defender os Estados Unidos.

A votação ocorre quase uma semana após o presidente Donald Trump autorizar um ataque que eliminou o terrorista Qasem Soleimani, que era o principal líder militar do Irã. Os parlamentares progressistas comunistas e socialistas do Partido Democrata criticaram a iniciativa do presidente norte-americano, alegando que ele deveria ter consultado o Congresso antecipadamente.

O argumento dos democratas, que formam a maioria progressista comunista e socialista da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, é na verdade um argumento cínico, pois ignora a importância estratégia do fator surpresa em ações militares pontuais e cirúrgicas como aquela que eliminou Qasem Soleimani. O argumento também esconde a real posição político-ideológica dos democratas norte-americanos, que é a defesa de regimes de ditadura comunistas ou teocráticas islâmicas hostis a todo o mundo ocidental.

Por sua vez, Donald Trump acusou a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, bem como todos os democratas, de defenderem Qasem Soleimani. O chefe de governo norte-americano afirmou que aquilo que mais o incomoda é ver Nancy Pelosi tentando defender “esse monstro”, referindo-se a Qasem Soleimani, que foi responsável direto pela morte de inúmeros civis e militares norte-americanos, britânicos e canadenses.

A própria presidente da Câmara dos Deputados, a socialista Nancy Pelosi, já havia anunciado na última quarta-feira que iria colocar em votação uma resolução para limitar a capacidade do presidente Donald Trump de tomar futuras ações militares contra o Irã sem a autorização do Congresso dos Estados Unidos.

Ou seja, a própria liderança da esquerda norte-americana na Câmara já havia antecipado sua intenção de trair os Estados Unidos para defender a ditadura teocrática muçulmana iraniana. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews