por angelica ca e paulo eneas
O Irã vem sofrendo interrupções suspeitas de acesso à internet desde que o regime abateu dias atrás o voo da Ukraine International Airlines dias atrás, causando a morte de 176 pessoas inocentes. Tão logo o regime de ditadura iraniano assumiu ter ele próprio abatido a aeronave, uma onda de protestos teve início na Praça Azadi, em Teerã.

As ferramentas de mapeamento de rede e os analistas de segurança sugerem que, desde o incidente, o Irã está passando por interrupções incomuns de acesso, o que levantou uma série de suspeitas sobre censura e controle. Suspeitas reforçadas pelo fato de a infraestrutura iraniana da internet ser administrada pelo regime de ditadura teocrática muçulmana daquele país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou mensagem em seu twitter neste domingo (12/01) incitando o regime iraniano a restaurar o acesso à internet para os iranianos. Existem fortes suspeitas de que o regime de ditadura iraniano tenha fechado a internet para impedir a divulgação de vídeos dos protestos realizados por centenas de manifestantes nas ruas de Teerã.

Estes protestos têm como alvo o líder supremo e ditador do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Entre as palavras de ordem entoadas pelos manifestantes estão a de “morte ao ditador”, em referência a Ali Khamenei. Em seu comunicado na rede, o presidente norte-americano também exigiu que o Irã permita aos jornalistas total liberdade de imprensa.