por angelica ca e paulo eneas
A Planned Parenthood, a maior empresa promotora e executora de assassinato de fetos nos Estados Unidos, anunciou na semana passada que irá financiar campanhas de candidatos a deputados estaduais e federais pró-aborto nas eleições norte-americanas desse ano.

Segundo a rede de televisão CBS News, a empresa assassina pretende gastar US$45 milhões para financiar diversas iniciativas em televisão, rádio e mídias digitais com o objetivo de formar uma bancada da morte na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, para assegurar o que a empresa entende ser o “direito de matar crianças”.

Ainda segundo a Rede CBS, o valor destinado a essa iniciativa pela Planned Parenthood é o maior em toda a história norte-americana. A Planned Parenthood informou também em entrevista à CBS que já foram realizados mais de sessenta eventos pelo país com esse objetivo. Segundo a empresa promotora de abortos “o direito de matar crianças nunca foi tão ameaçado quanto nesse ano de eleições”.

A empresa assassina lamenta que o governo de Donald Trump tenha conseguido implementar inúmeras medidas que dificultam o livre assassinato de fetos. Considera ainda que a provável revisão pela Suprema Corte de Justiça do Caso Roe x Wade, prevista para ocorrer este semestre, é um indicador de iniciativas em defesa da vida que contrariam os interesses da empresa, que é promotora da morte.

O caso Roe x Wade refere-se a uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, tomada em meados do século passado, e que criou jurisprudência para legalizar o aborto no país. O aborto nos Estados Unidos é considerado legal não por decisão do Congresso, mas por uma decisão da justiça, em um exemplo típico de ativismo judicial.

Uma lei aprovada no ano passado pela Louisiana criou dificuldades para que médicos possam habilitar-se à prática de assassinato de fetos naquele estado. As exigências são tais que até o momento apenas um único médico conseguiu atender aos requisitos. A Planned Parenthood iniciou um lobby contrário à lei, e o caso foi parar na Suprema Corte.

A lei da Louisiana é a primeira a lidar com o aborto a ser apresentada à Suprema Corte, desde a nomeação dos juízes conservadores Neil Gorsuch e Brett Kavanaugh. Ambos foram nomeados por Donald Trump.

A Planned Parenthood e outros defensores do assassinato de fetos sempre contaram com a justiça a seu favor, para impedir a adoção de leis que dificultem o aborto. No entanto, com a nomeação de dois juízes conservadores e avessos ao ativismo judicial, os defensores do assassinato de fetos avaliam que o cenário mudou.

A revisão do caso Roe x Wade poderá resultar em aumento da restrição ao aborto. No início deste ano, 207 parlamentares, na sua maioria republicanos, ingressaram como amicus curiae no caso da Louisiana, solicitando à Suprema Corte que reconsiderasse o caso Wade x Roe.

Essa mudança de cenário na Suprema Corte, que tende a se tornar um ambiente desfavorável às teses abortistas, explica a estratégia anunciada pela Planned Parenthood para defender seus interesses macabros, que consistem na obtenção de lucros com o assassinato e venda de órgãos de fetos abortados.

Agora a empresa passará também a investir mais na esfera do legislativo, ajudando a formar uma bancada da morte no Congresso dos Estados Unidos.