por angelica ca e paulo eneas
O Presidente Bolsonaro espera transferir a Embaixada do Brasil em Israel para a capital daquele país, Jerusalém, no máximo até 2021. A afirmação foi feita pelo presidente, durante entrevista concedida ao pastor Silas Malafaia divulgada nesta segunda-feira (03/02), e que pode ser vista no vídeo abaixo.

Quando questionado sobre a transferência da embaixada brasileira em Israel, o Presidente Bolsonaro afirmou que tem conversado com lideranças de países vizinhos, argumentando que [a escolha da capital] é uma questão interna de cada país, e que a decisão do Brasil de realizar a transferência não é para afrontar ninguém, pois trata-se de um entendimento do governo.

O presidente lembrou da abertura do Escritório Comercial do Brasil em Jerusalém, em meados de dezembro passado. Na cerimônia de abertura estavam o premier israelense, Benjamin Netanyahu, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

O escritório tem como objetivo fortalecer a parceria do Brasil com Israel nos temas de inovação, tecnologia e investimentos, além de servir de um passo inicial para transferência da representação diplomática brasileira em Israel para Jerusalém. Sobre o grau de aceitação da transferência da embaixada no exterior, o presidente afirmou:

“O sentimento que eu tenho… todas essas conversas foram no reservado, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, entre outros, só o intérprete ali. ‘Olha, a situação é essa’. Só teve uma que achou que ficou meio assim, mas deu sinal verde. Os outros chefes de Estado todos falaram que é uma questão interna do Brasil. Então estamos caminhando para isso. Não vou dizer 2020, no máximo 2021. Se Deus quiser, vai nascer sem atritos.”

Do ponto de vista diplomático e do direito internacional, com a consolidação da transferência da embaixada, o Brasil passa oficialmente a reconhecer a cidade santa de Jerusalém como capital do Estado de Israel. Esse reconhecimento irá constituir-se em um marco histórico da diplomacia brasileira e representará o coroamento da política externa soberana implantada pelo Governo Bolsonaro e conduzida com maestria pelo chanceler Ernesto Araújo.

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