por simone a. e paulo eneas
O presidente Jair Bolsonaro visitará o estado norte-americano da Flórida na semana que vem para assinar um acordo inédito de pesquisa e desenvolvimento na área militar. Esse acordo será firmado no escopo de um fundo mantido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, e que constitui-se no principal instrumento norte-americano destinado a manter a supremacia tecnológica dos Estados Unidos na área militar.

O acordo militar envolve inicialmente investimentos públicos para os projetos, havendo também a possibilidade de participação privada. Os investimentos deste fundo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos foram de US$96 bilhões no ano passado e corresponde a cerca de um quinto do orçamento de defesa dos Estados Unidos, que é o maior do mundo e responde por 29% dos gastos mundiais com defesa.

Uma vez assinado, o novo acordo militar Brasil e Estados Unidos permitirá o estabelecimento de parcerias entre empresas brasileiras e norte-americanas que poderão trabalhar no desenvolvimento compartilhado de novos produtos e tecnologias por meio do acesso aos recursos financeiros deste fundo do Departamento de Defesa.

A perspectiva é a de que este acordo militar irá abrir o maior mercado de defesa do mundo, o mercado norte-americano, à industria brasileira de defesa. Como ocorre com todos os tratados internacionais, o acordo precisará ser ratificado pelos parlamentos dos dois países.