por angelica ca
O presidente Jair Bolsonaro assinou no domingo (08/03) na Flórida, um acordo militar entre Brasil e os Estados Unidos que irá expandir os laços de cooperação de defesa entre os dois países.

O Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação (RDT&E) é inédito e vai permitir o compartilhamento de informações sobre o desenvolvimento de novas capacidades de defesa, inteligência, tecnologia e cooperação, além de aperfeiçoar novas capacidades militares e expandir as oportunidades de colaboração em defesa.

O Crítica Nacional já havia antecipado a assinatura deste acordo no artigo PRESIDENTE BOLSONARO VISITARÁ FLORIDA PARA ASSINAR ACORDO MILITAR INÉDITO ENTRE BRASIL E ESTADOS UNIDOS, publicado no dia 4 de março.

O acordo foi assinado nas instalações do Comando Sul, que é uma unidade das Forças Armadas dos Estados Unidos. O Ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo e Silva, reuniu-se logo após a assinatura do acordo com o chefe do Comando Sul, o almirante Craig Faller.

Segundo Fernando Azevedo e Silva, “cada acordo de projeto que venha a ser desenvolvido pelas partes deverá ser executado em consonância com os termos do RDT&E, assim como as respectivos leis e regulamentos nacionais de cada parte”.

O ministro também afirmou que o acordo pode expandir o acesso da indústria de base de defesa ao mercado norte-americano, bem como possibilitar a formalização de outros acordos no setor de defesa, reduzindo os processos burocráticos no comércio entre o Brasil e os Estados Unidos.

O acordo abre o mercado dos Estados Unidos para o Brasil, e facilita a entrada de produtos brasileiros em outros 28 países membros da OTAN. Um dos pilares do acordo é a adoção do padrão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para todos os produtos fabricados.