por gislaine targa
Como uma das líderes do movimento Mães Pelo Escola Sem Partido, não posso deixar de manifestar-me sobre essa ação que a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo está promovendo. O estopim foi uma matéria incompleta do Dráuzio Varella, o médico global que não se ateve à verdade e, portanto, publicou parcialmente sobre a vida do presidiário Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, apresentado ao público como “Suzy”.

O médico global omitiu exatamente o fato do preso ter cometido pedofilia, assassinato e ocultação de cadáver de uma criança de 9 anos. Não bastasse essa intenção deliberada de gerar “caridade”, “amor” e “tolerância” para com bandidos, ainda usa da condição sexual do preso para manipular os desatentos, criando narrativas já bastante manjadas sobre “homofobia”.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, por sua vez, sem nenhuma linha de esclarecimento dos fatos, promove ação de envio de cartinhas por parte de crianças e adultos, numa espécie de “olha como somos bons, Suzy!”.

Sinto-me na obrigação de perguntar à secretaria se os pais e professores engajados na ação tinham conhecimento dos motivos da prisão. E se isso faz parte de algum programa de reabilitação ou ressocialização do preso. Se não, por que está promovendo a ação?

Se sim, por que a secretaria não divulgou à sociedade, principalmente na reportagem de lançamento da ação, os motivos pelos quais Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos (“Suzy”)
foi preso e por que, após 8 anos recluso, não conseguiu a condicional?

Como eu disse, os desatentos logo caem na armadilha. Por maiores que sejam os nossos valores cristãos, ao saber os motivos verdadeiros da prisão, que tipo de pai ou mãe permitiria que seu filho enviasse cartinhas para o criminoso na cadeia?

A verdade foi dissimuladamente ocultada tanto pela Globo, responsável pela publicação, pelo Dráuzio Varella, médico global e “repórter”, e agora pela Secretaria de Assuntos Penitenciários, justamente aquela que deve à sociedade, como órgão público que é, a aplicação da transparência e zelo em suas ações.

Infelizmente muitos não entendem a manipulação ideológica atrás de matérias como essas. Continuarão a acreditar que o “coitado” é o preso “Suzy” e se negarão a mudar de opinião mesmo quando confrontados aos fatos. Conhecemos muitos assim e aprendemos a reconhecê-los.

Façam como quiser os adultos, mas apelo às autoridades que, pela natureza do crime cometido, que crianças pequenas, muito pequenas e também aquelas em idade escolar, não sejam expostas a assassinos… justamente de crianças.


 

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