por paulo eneas
A União Europeia decidiu em reunião realizada ontem (17/03) fechar as fronteiras do bloco por conta da pandemia do coronavírus. O fechamento irá perdurar inicialmente por trinta dias. A medida aplica-se aos 27 países membros, além da Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein.

Com a medida de fechamento de fronteiras, estrangeiros ficam proibidos de entrar na União Europeia durante esse período. A medida inclui também o repatriamento de cidadãos dos países membros. A Europa concentra hoje a maior número de casos de contaminação por coronavírus. Até a data de ontem (17/03) havia o registro de 185 mil pessoas infectadas e de 7.5 mil mortes.

Existe uma componente de ironia na decisão tomada pelas elites globalistas que governam a União Europeia de fazer o fechamento das fronteiras do bloco. Estas elites sempre adotaram a bandeira do open borders, ou fronteiras abertas, como forma de solapar a soberaniaS nacionais de seus estados-membros.

Esta política de open borders vem prevalecendo há décadas e levou o continente europeu à situação em que se encontra hoje: uma crise social vivida pela maioria dos seus estados membros por conta da verdadeira invasão muçulmana, consentida pelas elites globalistas, travestida de acolhimento de refugiados.

Diante agora do temor causado pelo surto de coronavírus, e seguramente pressionadas pela opinião pública, estas mesmas elites foram obrigadas a abandonar ao menos temporariamente sua adesão ao open borders e fechar as fronteiras do bloco. Entre a realidade e a ideologia, prevaleceu a realidade.

E a realidade não apenas em relação ao coronavírus mas também em relação a outras situações de risco é uma só: aos estados nacionais deve ser assegurado o direito de controle absoluto de suas fronteiras e a definição soberana de suas políticas imigratórias.

Tanto imigração quanto controle de fronteiras não podem em hipótese alguma ser políticas globais ou multilaterais. Estes temas devem ser privativos de cada estado nacional, pois são componentes essenciais para cada estado garantir sua segurança, sua soberania e, em última instância, assegurar a preservação da identidade nacional e civilizatória de seu povo.


 

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