por paulo eneas
A Comissão Europeia, órgão executivo não eleito formado por burocratas e que comanda a União Europeia, decidiu copiar a solução adotada pelo Brasil e pelos Estados Unidos para fazer frente aos impactos econômicos causados no continente europeu pela epidemia do vírus chinês (coronavírus).

A comissão decidiu que os estados membros poderão a partir de agora elevar seus gastos públicos para injetar recursos na economia, superando o teto estabelecido de 3% do PIB para o endividamento público. Com essa medida, cada estado nacional ficará livre para injetar em suas respectivas economias a quantidade de recursos públicos que desejar.

A medida é similar àquela adotada pelo Brasil e pelos Estados Unidos. O governo norte-americano anunciou esta semana a injeção de US$ 850 bilhões na economia do país, sendo que um terço deste valor será gasto com a entrega direta de dinheiro nas mãos de americanos necessitados.

No Brasil, a adoção do estado de calamidade pública proposto pelo Governo Federal, e já aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, possibilitará ao governo exceder a meta de déficit público prevista originalmente para esse ano, que era de R$ 124 bilhões. A previsão é de que este déficit alcance R$200 bilhões.

O governo brasileiro já havia anunciado no início da semana a alocação de R$ 147.5 bilhões em recursos públicos para o enfrentamento da pandemia do vírus chinês e para mitigar os efeitos na economia, especialmente na manutenção dos empregos e da renda. Nova reunião governamental em andamento na tarde desta sexta-feira poderá resultar no anúncio de novas medidas.


 

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