por angelica ca
Enquanto a grande imprensa ataca o presidente Jair Bolsonaro e não divulga corretamente as medidas que o governo federal tem tomado no enfrentamento da pandemia do vírus chinês, o presidente reúne-se com grupos empresariais de diversos setores produtivos para definir ações de enfrentamento e mitigação dos impactos econômicos decorrentes do COVID-19.

Na última sexta-feira (20/3), o presidente Jair Bolsonaro falou por videoconferência com diversos empresários de setores produtivos nacionais e pediu para que o setor não pare diante da pandemia.  A reunião foi organizada pelo presidente da FIESP, Paulo Skaf, no Conselho Superior Diálogo pelo Brasil.

Durante a transmissão, o presidente Bolsonaro lembrou que nem a economia nacional nem os empresários podem parar, e que o país não pode entrar em pânico, e que é necessário tomar medidas sem histeria.

O presidente afirmou que no Brasil temos 12 milhões de desempregados e que esse número vai crescer:  “outros problemas colaterais surgirão, cujas consequências podem ser até maiores que as do vírus”, afirmou Bolsonaro.

“Afinal de contas, não basta termos meios se não tivermos como levá-los ao local onde serão usados, bem como os profissionais têm também que se fazer presentes nesses locais. Os empresários não podem parar, porque precisamos produzir muita coisa, e não é apenas um centro de produção. Um simples remédio envolve vários outros setores para que ele seja feito, embalado, acondicionado e transportado. A nossa economia também não pode parar no tocante à produção de alimentos. E esta área é muito grande”. 

O mandatário brasileiro também comentou as medidas inconsequentes e eleitoreiras de alguns governadores, de estabelecerem restrições para circulação de pessoas e mercadorias em rodovias e aeroportos. De acordo presidente Bolsonaro, essas medidas precisam ser tomadas em articulação dos estados com a do governo federal:

“Fechamento de estradas e aeroportos, como estão isoladamente decidindo outras autoridades, nos Estados, não são procedentes, porque além de levar pânico à população, prejudicam o transporte de itens essenciais”, disse o presidente.

Por sua vez, Paulo Skaf falou da necessidade de se tratar das duas crises, a da saúde e a da economia: “Se não combatermos a primeira não poderemos vencer a outra. O momento é de união e a iniciativa privada quer participar, não para pedir nada, mas para ajudar, para dar, para solucionar os problemas”, afirmou o presidente da FIESP.

Após a vídeo-conferência, ficou decidido que Skaf e o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, farão a interlocução entre empresários e a Presidência da República.


 

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