por angelica ca
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Gustavo Montezano, anunciou no domingo (22/03) junto ao presidente Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo pela internet que o Governo Federal irá injetar R$ 55 bilhões na economia brasileira com vistas a contribuir na contenção da pandemia do vírus chinês e para mitigar seus efeitos econômicos bem como ajudar na manutenção dos empregos.

Gustavo Montezano informou a maneira como o banco vem trabalhando na últimas duas semanas com o objetivo de se preparar para essa fase que o país enfrenta da pandemia: “O banco vem trabalhando silenciosamente nas duas últimas semanas. Fizemos modificações técnicas e hoje temos condições de trabalhar com 100% dos funcionários de casa. Agora podemos iniciar nossa missão crítica, que é essa missão anticíclica do BNDES”.

Montezano lembrou que o BNDES é um abraço operacional do governo federal, e que tudo é feito e decidido em coordenação com os ministérios e com a Presidência da República. De acordo com o presidente do banco, foram adotadas quatro medidas com duração de seis meses conforme listamos abaixo:

1) Um total de R$ 20 bilhões virão da transferência de recursos do Fundo PIS-PASEP para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

2) Outros R$ 19 bilhões de refinanciamento standstill diretos por até seis meses de operação diretas do BNDES.

3) Um total R$ 11 bilhões em standstill para refinanciamento indiretos para empresas.

4) E outros R$ 5 bilhões com a ampliação do crédito para micro, pequenas e médias empresas por meio dos bancos parceiros.

Com relação a ampliação da oferta de crédito para micro, pequenas e médias empresas, Gustavo Montezano afirmou: “Da micro a empresas com até 300 milhões de faturamento anual poderão ter acesso ao Capital de Giro BNDES, também via o repassador financeiro. Há de se procurar a sua agência virtual e o banco tem esse caixa disponível, financiando em até 5 anos, com 2 anos de carência, e o limite máximo é de R$ 70 milhões para cada tomador”.

Gustavo Monstezano explicou que o apoio do banco é para quem mais emprega no Brasil, e que o governo federal está dando um primeiro passo importante com esse alívio de caixa para empresas na ordem de 35 bilhões de reais somando as três linhas. De acordo com o presidente do BNDES, todos os setores que estão presentes na carteira de crédito do BNDES estão sendo beneficiados, como turismo, bares e restaurantes, saúde, construções, concessões.

Nesta segunda-feira (23/03), o banco estuda medidas para a agenda setorial, os setores que forem priorizados pela presidência em conjunto com ministérios serão apoiados pelo banco. Quando questionado sobre quais setores serão alvos das medidas adicionais previstas para a próxima semana, o presidente do BNDES afirmou que para setores como companhias aéreas, turismo, bares e restaurantes, hotéis e municípios, está sendo discutido produtos específicos para cada um deles:

“A gente acredita que conseguimos dar liquidez adicional de R$ 10 a R$ 20 bilhões para este segmento. Porém, é importante que essa coordenação seja feita em conjunto com o tesouro Nacional. Então o ministro Paulo Guedes, com o secretário do Tesouro Mansueto Almeida, estão conduzindo essa negociação. É importante que o pacto federativo e o Plano Mansueto sejam encaminhados”.

O presidente do BNDES afirmou durante a transmissão que está preocupado com as pessoas mais idosas e com aquelas que possuem problemas de saúde. Ele afirmou que pode ser fatal para essa camada da sociedade a contaminação pelo vírus, porém ele também demonstrou preocupação com a manutenção dos empregos no país.

“Isso nos preocupa e muito. É a vida em primeiro lugar. Mas, por outro lado, não perdermos emprego é muito importante. Afinal de contas, as pessoas que trabalham com essas que podem ser infectadas lá na frente tem que ter a garantia do seu emprego”.