por paulo eneas
O governador tucano paulista João Doria já tinha conhecimento em janeiro deste ano da epidemia do vírus chinês coronavírus que estava em vias de chegar ao Brasil. A evidência foi dada pelo próprio governador em mensagem em sua rede social na qual ele afirma que, em relação ao Hospital das Clínicas, já havia instituído em janeiro um comitê de crise para acompanhamento da pandemia, conforme pode ser visto na imagem mais abaixo.

CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA: JOÃO DORIA JÁ SABIA EM JANEIRO DO RISCO DO VÍRUS CHINÊS


O governador tucano paulista seguramente também estava ciente das iniciativas que o Governo Federal já vinha tomando para antecipar-se a epidemia que iria chegar ao Brasil. No dia 4 de fevereiro o Ministério da Saúde já havia decretado Situação de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional, e havia elevado o nível de alerta do sistema de vigilância epidemiológica para seu ponto máximo, conforme relatado em matéria da BBC em português, que pode ser conferida nesse link aqui.

A decisão do Ministério da Saúde de elevar o nível de alerta de vigilância epidemiológica para seu máximo já no início de fevereiro foi até mesmo mais prudente do que a recomendação da Organização Mundial de Saúde, que sugere que este alerta seja adotado somente após a confirmação do primeiro caso de infectado em uma epidemia. No Brasil, o primeiro caso confirmado de contaminação pelo vírus chinês somente ocorreu em 26 de fevereiro.

Apesar de ter ciência do risco iminente e de estar informado das ações preventivas antecipadas pelo Governo Federal, o governador tucano paulista não tomou qualquer medida preventiva mais robusta para evitar o espalhamento do vírus. Pelo contrário, João Doria estimulou e incentivou o carnaval de rua, que seguramente contribuiu para a disseminação do vírus chinês no Estado.

O governador não somente estimulou, como deu ampla publicidade e divulgação ao carnaval na capital paulista, que teve centenas de blocos carnavalescos de rua aglomerando centenas de milhares de pessoas na capital paulista, sem que elas tivessem sido alertadas pelas autoridades governamentais paulistas sobre o risco iminente.

Como mostram inúmeras reportagens na imprensa e registros de imagens na internet, o próprio governador esteve presente em desfiles de carnaval na capital paulista e em outros estados, sempre a procura de holofotes e de efeito de mídia para sua campanha antecipada à presidência.

Além disso, sete dias antes do registro do primeiro caso de contaminação pelo vírus chinês, João Dória publicou mensagem em sua rede social celebrando o fato de o carnaval paulista ter atraído milhares de turistas nacionais e estrangeiros, ciente de que este últimos poderiam estar já infectados e, portanto, poderiam disseminar o vírus entre os brasileiros.

O governador tucano ignorou levianamente esse fato, e preferiu seguir o script de seu marketing político-eleitoral, fazendo a celebração da contaminação carnavalesca em mensagem publicada em sua rede social no dia 19 de fevereiro, reproduzida abaixo.

Observe-se que o governador tucano adotou esta conduta leviana quinze dias após o Ministério da Saúde ter elevado o nível de alerta de vigilância epidemiológica para seu valor máximo.

Deve-se observar também que o governador paulista estava ciente desse alerta, pois o Ministério da Saúde e a Anvisa seguem protocolos, e comunicam suas decisões a todas as secretarias de saúde estaduais e municipais do País. Portanto, João Doria sabia do risco iminente e o neglicenciou, privilegiando sua agenda de marketing político eleitoral em prejuízo da saúde dos paulistas.

CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA: JOÃO DORIA JÁ SABIA EM JANEIRO DO RISCO DO VÍRUS CHINÊS


São Paulo é o Estado com maior número de casos e o responsável é João Doria
O Estado de São Paulo registra no momento o maior número de casos de contaminação e de óbitos por conta do vírus chinês. A responsabilidade por esta situação vivida pelos brasileiros de São Paulo é unicamente do governador tucano que, guiado por seu interesse em tirar proveito político-eleitoral de uma crise nacional e fazer embate político contra o Governo Federal, agiu de maneira leviana e ilegal.

João Doria agiu de maneira leviana e ilegal antes da eclosão da epidemia pois, ciente dos riscos à saúde pública, não tomou as medidas preventivas e de mitigação da alçada do Governo do Estado. Entre estas medidas caberia o cancelamento do carnaval, e Doria não o fez.

O governador tucano também agiu de maneira leviana e ilegal após o início da epidemia quando, em vez de tomar medidas profiláticas amparadas no conhecimento científico epidemiológico já consolidado, preferiu em vez disso seguir com uma agenda política eleitoral, e optou por estrangular a economia paulista.

João Doria tomou medidas ilegais de fechamento de comércio e decretação de quarentena, como se estivesse dotado de prerrogativas para a imposição de um estado de sítio de âmbito estadual.

Ao agir assim, o governador tucano descumpri não apenas a Constituição Federal como também a constituição estadual paulista, como mostrou o Dr. Evandro Pontes no artigo CONVULSÃO SOCIAL E A RESPONSABILIDADE DOS GOVERNADORES, publicado hoje no Crítica Nacional.

Esse conjunto de ilegalidades de João Doria e sua conduta atentatória à saúde pública e à economia e aos empregos do Estado de São Paulo precisa ser parado, na forma da lei. É necessário que o governador tucano, que decidiu substituir a gestão do Estado pelo exercício de autoritarismo temperado com marketing político permanente, seja afastado por meio impeachment e responda na Justiça e na forma da lei pelas ilegalidades que tem cometido.


 

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