por paulo eneas
A histeria e pânico criados em torno do vírus chinês serviram para ensejar o ambiente propício para o ataque que globalistas e comunistas estão promovendo contra as economias e contra as liberdades individuais no mundo ocidental. No Brasil, esse ataque veio complementado com a visível ruptura institucional que vem sendo provocada por governadores proto-ditadores a serviço do Partido Comunista Chinês.

Estes governadores, liderados pelo tucano João Doria, estão promovendo a destruição da economia de seus estados por meio da imposição ilegal de quarentenas horizontais e por meio da adoção de medidas igualmente inconstitucionais de cerceamento das liberdades individuais. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Goias estão hoje, objetivamente, à margem da Constituição Federal do Brasil.

Além disso, estes mesmos governadores deixam claro que não reconhecem a autoridade legitimamente constituída do Presidente da República, ao mesmo tempo em que afirmam submeterem-se à autoridade da OMS comandada por um marxista etíope que não é médico e que escondeu dados do início da pandemia na China por conta de suas excelentes relações com a ditadura comunista chinesa.

Perguntas que não foram feitas na hora certa
O Brasil chegou rapidamente a um estado de anomia institucional, econômica e social por conta de uma histeria que conseguiu impor-se a partir de certas suposições que foram tomadas como líquidas e certas e inquestionáveis. Em nenhum momento jornalistas ou formadores de opinião e mesmo as lideranças políticas do campo da direita se dispuseram a questionar essas suposições.

Existem, portanto, várias perguntas que não foram feitas nem respondidas na hora certa e que, na ausência delas, contribuíram para criar um ambiente apocalíptico que serviu de esteio para a ação certeira dos globalistas e comunistas, visando literalmente destruir a economia nacional e dizimar parte do povo brasileiro. Algumas dessas perguntas listamos abaixo.

1) Qual tem sido a real pressão esperada sobre o sistema de saúde público e privado por conta do vírus chinês?  Até a última quarta-feira (26/03) a informação oficial era de que havia 399 (trezentos e noventa e nove) pessoas internadas pelo vírus no País inteiro, metade em UTI  e metade em enfermaria.

2) Esse número de internações exatamente um mês após o início do surto viral representa uma pressão real sobre o sistema de saúde? Ele corresponde ao padrão de internações de outros surtos virais? É possível com base nesse número de internações estimar qual será o máximo de internações esperadas para quando atingir-se o pico da contaminação?

3) Qual o significado efetivo do dado sobre pessoas contaminadas? Sabendo-se que maioria da população vai contaminar-se e autoimunizar-se sem ficar sintomática, o que o registro de “casos confirmados” está medindo de fato? Não faria mais sentido dizer que o sistema de saúde testou um número x pessoas, e que desse total um número y deu resultado negativo, e um número z deu positivo?  

4) Suposição: Uma vez que não será possível fazer o teste em toda a população brasileira, esse número de casos confirmados indica na verdade, parcialmente, a capacidade do sistema de saúde em testar uma parcela da população, e não pode ser entendido como uma métrica para avaliar a propagação do vírus. Além disso, segundo o que afirmam os epidemiologistas, é mais realista assumir-se que possivelmente existem milhões de infectados no Brasil que não estão sintomáticos e nem ficarão. 

5) A maioria da população brasileira está confinada em suas casas, entre elas estão pessoas saudáveis que supostamente não irão contaminar-se e consequentemente não irão desenvolver imunidade. Após o fim do confinamento, a não ser que se admita a hipótese irrealista de não haver mais ninguém infectado no País, estas pessoas saudáveis estarão vulneráveis e poderão contrair o vírus e espalhá-lo, dando início assim a um novo surto. Portanto, qual o sentido do ponto de vista profilático de fazer o confinamento?

6) O Brasil tinha até às 16h40min deste domingo (29/03) um total de 4.256 casos confirmados, segundo o Ministério da Saúde. Quanto desse total precisou de internação? Qual tem sido a taxa de internação em relação ao total de contaminados testados? Essa taxa é constante, cresce linearmente ou exponencialmente? Qual a projeção de internados ate o final da epidemia?

7) Suposição: admitindo-se o risco de uma pressão enorme no sistema de saúde, faria muito mais sentido manter a atividade econômica normal das pessoas saudáveis por meio do isolamento vertical, e o Governo promover um esforço de guerra para ampliação emergencial da capacidade do sistema de saúde para receber pessoas que precisem de tratamento. Os bilhões de reais que o governo vai gastar com renúncias fiscais e linhas de crédito para empresas além da ajuda direta aos necessitados, poderiam ser canalizados para a ampliação da capacidade do sistema de saúde.

As questões colocadas acima visam trazer alguma racionalidade ao ambiente nacional contaminado pelo vírus da histeria. São questões de natureza metodológica e de estratégia para o combate à epidemia. Entendemos que elas precisam ser avaliadas, ao mesmo tempo em que as recomendações do Ministério da Saúde devem continuar sendo seguidas.